08 Julho 2009

Novos Corpos Gerentes da Comissão de Melhoramentos




Com a chegada do Verão, anda no ar um cheirinho a férias e a festas regionais.
A nossa aldeia já recebeu alguns conterrâneos que ali passaram alguns dias de merecido descanso, após um ano de trabalho longe do seu torrão natal.
No entanto, a época forte de férias deverá ser o mês de Agosto. É logo no dia 1 que irá acontecer a festa em honra de Nª Sª do Carmo. O dia não é muito favorável, pois é o primeiro do mês, dia em que a maior parte das pessoas inicia o seu período de férias; mas, com a boa vontade dos portossilvadenses, tudo irá decorrer da melhor maneira.
Temos este ano novos Corpos Gerentes na Comissão de Melhoramentos. São eles:


Assembleia Geral

Presidente: Maria Margarida Gomes
1º Secretário: António Santos
2º Secretário: Sónia Carvalho

Direcção

Presidente: Célia Martinho
Vice-Presidente: Fernanda Marques
1º Secretário: Sandra Duarte
2º Secretário: Teresa Moreira
Tesoureiro: Sérgio Martinho
1º Vogal: Alexandre Silva
2º Vogal: Susana Fonseca
1º Vogal Suplente: Ana Costa
2º Vogal Suplente: Miguel Bento

Conselho Fiscal

Presidente: Alberto Marques
Relator: Orlando Silva
Vogal: Afonso Mendes

Delegação

Presidente: António Marques
Secretário: João Gomes Moreira
Tesoureiro: José Castanheira


São conhecidos de todos os conterrâneos, são na sua maioria "juniores" nestas andanças e merecem todo o apoio dos "seniores" que já passaram por estes lugares e têm conhecimento das dificuldades por que passaram. É de sangue novo que as nossas aldeias precisam, até porque são eles que terão que dar continuidade às Comissões de Melhoramentos.
Por essa razão, vamos unir esforços para que tudo corra da melhor maneira, ajudando-os, incentivando-os e aconselhando-os fazendo críticas construtivas e não usando a política do "bota abaixo", tão comum nas nossa aldeias.


- Porto Silvado, visto a partir da Portela.

Mais a cima a vizinha Gramaça -



Força! Vamos à luta!









31 Março 2009

ACIDENTE TRÁGICO




Vítima de acidente rodoviário, faleceu esta madrugada, na estrada de Sobral Magro, junto ao cruzamento das estradas para o Vale do Torno e Porto Silvado, o nosso amigo Manuel Fonseca.
Natural da Gramaça, era casado com a Maria Adelaide natural da nossa aldeia, pai do João Pedro e da Susana. Era uma pessoa muito estimada por todos os portossilvadenses.
Esta é uma perda irreparável que apanhou todos de surpresa, pois era uma pessoa ainda nova e uma das esperanças de continuação de vida na nossa aldeia. Radicara-se em Porto Silvado, após a reforma, aguardando que o mesmo acontecesse com a esposa para juntos ali passarem a sua velhice.
Fora visto em Pomares por volta das 18h e, a partir daí mais ninguém soube dar notícias do seu paradeiro. Como não desse notícias, a esposa contactou vários amigos residentes na freguesia e, pela madrugada, o seu corpo foi encontrado já sem vida num precipício da estrada.
À família enlutada expresso as minhas sinceras condolências. Ao Manuel Fonseca, desejo que Deus o receba em paz para o descanso eterno e
Até um dia amigo!

29 Dezembro 2008

AGRADECIMENTO DE BOAS FESTAS





13 Dezembro 2008

NATAL


A Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado deseja a todos os associados, amigos e agremiações congéneres um







22 Novembro 2008

ALMOÇO / CONVÍVIO DE NATAL

A exemplo do ano anterior, a Direcção da Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado vai realizar um almoço convívio no dia 7 de Dezembro, pelas 12.30, na Quinta da Vitória - Sobreda.


Para além do almoço, todos os que nos acompanharem terão à disposição música para dançar e divertir. No final da tarde haverá também um lanche .
A ementa será a seguinte:

ALMOÇO
Entradas – Pão, Dobradinha, Feijoada, salada de orelha, chouriço assado, morcela assada
Pratos Quentes – Creme de legumes e bacalhau à Vitória
Sobremesas – Doce de natas c/ovo e cocktail de frutas, café, digestivos

DANÇA
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LANCHE
Pratos quentes – caldo verde, perninhas de frango no espeto, salsichas c/ lombardo e arroz, salgadinhos
Mesa de buffet – taças de gelatinas, mousse de chocolate, bolo de bolacha, la reine, pudim de ovos, frutas assadas
Doces – pastelinhos de nata, pastelinhos de coco, tortilhas, arroz doce Bebidas

O preço para os adultos é de 25€ e para as crianças dos 3 aos 9 anos 12,50€.
Pode fazer a sua marcação para um dos seguintes contactos:
966046732, 212585357, 919592421

É, sem dúvida, uma boa ocasião para reencontrar os seus amigos, agora que o Natal se aproxima e para confraternizar com a grande família portossilvadense dispersa pela zona da grande Lisboa.
A Direcção da Comissão de Melhoramentos conta consigo.

De que está à espera?
Faça já a sua marcação e vai ver que passará uma tarde bem animada.
Até dia 7 de Dezembro.



12 Agosto 2008

FESTA NA ALDEIA III



DOMINGO - DIA 3
Chegados ao último dia da festa, o programa continuou a cumprir-se dentro da normalidade.
De manhã, realizou-se o jogo de futebol: Casados X Casadouros, terminando com a vitória destes últimos.
No largo, procederam-se aos preparativos para o piquenique.
As senhoras prepararam o caldo verde, arranjaram e cozeram as batatas e fizeram a salada para servirem de acompanhamento às sardinhas que os homens assavam.

- Alguns dos elementos do Soito da Ruiva presentes no piquenique -


Alguns elementos do Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva estiveram presentes no almoço do piquenique, dando-nos o prazer da sua companhia.
Seguidamente actuaram para todos os presentes, num ambiente ora alegre ora emotivo, pondo as pessoas mais idosas a acompanhar as suas cantigas.

- Entrada do Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva -


A finalizar a festa, realizou-se um peddy paper e entregaram-se os troféus referentes às provas disputadas.

Durante os três dias, uma equipa de fotografia e vídeo fez uma reportagem da festa, com o objectivo de fazer um vídeo para memória futura, acerca do qual daremos algumas informações logo que nos for possível.

- Aspecto do piquenique -

10 Agosto 2008

FESTA NA ALDEIA II

SÁBADO - DIA 2
E eis o dia principal da festa.
Logo de manhã chegava a Filarmónica de Aldeia das Dez que abrilhantou os festejos religiosos.

- A Filarmónica de Aldeia das Dez -



Por volta das 10 h, realizou-se a Missa Campal, este ano com o adro coberto, o qe proporcionou a todos os crentes que assistiram aquele acto religioso, maior conforto, até porque estava um dia de calor intenso.
Seguiu-se a Procissão e, a terminar a parte religiosa, efectuou-se o tradicional leilão de ofertas para Nossa Senhora do Carmo.





- A Procissão -

Logo após o almoço, deu-se início ao leilão e, ao mesmo tempo, começou a funcionar a quermesse e uma banca, onde foram postas à venda uma grande variedade de lembranças relacionadas com Nossa Senhora do Carmo.




- A banca de vendas -


Tal como fora anunciado no programa, realizou-se o torneio da sueca na Casa de Convívio .




- O Torneio da Sueca -


À noite, depois de jantar Elisabete Serra e as suas dançarinas abrilhantaram o baile.
Por volta da meia noite, foi a vez do Gabriel, apresentar o seu espectáculo, findo o qual o baile encerrou os festejos do dia.


- O Gabriel -




06 Agosto 2008

FESTA NA ALDEIA



A nossa bonita aldeia viveu, no passado fim de semana, momentos de grande alegria e confraternização. Realizou a sua festa anual, este ano com redobrada alegria, devido à sua renovada capela, a qual tem vindo a ser referida neste blogue.
Tudo começou cedo com os habituais preparativos. As ruas e o Largo foram enfeitadas e a parte exterior da Capela foi decorada com um grande painel de nossa Senhora do Carmo.

A festa propriamente dita, começou na 6ª feira.
Àtarde, deu-se início à a habitual arruada, onde se percorreram as ruas da aldeia, parando em todas as casas onde já havia gente.

- Arruada -



À noite, realizou-se a Procissão de Velas onde foi notória uma inovação no que respeita às opas envergadas pelas pessoas que transportavam os andores. As habituais opas vermelhas, foram substituídas, por opas novas da Confraria de Nossa Senhora do Carmo.
Seguiu-se o Midnight show com Karaoke, muita animação a cargo do Gonçalo (4º classificado do idolos da sic) e música com Dj Bêja e viveram-se momentos bastante divertidos.




04 Agosto 2008

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO CARMO




Estão concluídas as obras da nossa capela.
Como foi amplamente anunciado, este ano a capelinha de Nossa Senhora do Carmo recebeu obras de beneficiação.
O aspecto exterior melhorou bastante devido ao telheiro que foi construído à entrada bem como ao alargamento das escadas de acesso.
Do lado esquerdo da porta de entrada, foi rasgada uma pequena janela igual à que se encontrava do lado direito, dando um aspecto mais harmonioso à fachada.
Numa das partes laterais foram colocados vitrais nas janelas ali existentes.




No interior foi aproveitada a espessura das paredes e construíram-se nichos para colocar as imagens dos santos.
Numa das paredes foi colocado um quadro alusivo ao profeta Elias subindo ao céu. Isto deve-se ao facto de este profeta ser considerado o pai espiritual da Ordem das Carmelitas.


A pequena sacristia foi também arranjada e, aproveitando igualmente a espessura das paredes, construiu-se um nicho forrado a pedra de xisto, onde se colocou a imagem antiga de Nossa Senhora do Carmo.



Finalmente, o sonho de muitos portossilvadenses concretizou-se. Podem alguns não concordar com um ou outro pormenor, mas o saldo é bastante positivo.
A Comissão de Melhoramentos e a Comissão da Capela complementados pela ajuda de portossilvadenses e amigos fizeram o melhor que lhes foi possível para agradar a todos.
Porto Silvado convida-vos a uma visita.
Nossa Senhora do Carmo espera-vos.






26 Julho 2008

DIA DOS AVÓS


Hoje é o Dia dos Avós.
Esta comemoração é uma criação recente e, a data fixou-se no dia 26 de Julho de cada ano, por ser a festa no calendário litúrgico católico de Santa Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora.
A todos os avós a Comissão de Melhoramentos deseja um dia muito feliz, se possível junto dos seus respectivos netos.


25 Julho 2008

TORNEIO DE SUECA


Tal como foi anunciado no programa da festa de Porto Silvado, realizar-se-á um Torneio de Sueca a decorrer nos dias 2 e 3 de Agosto.




Para participar no referido torneio, estão abertas as inscrições que poderão ser feitas até ao dia 2 de Agosto às 15 h, para os seguintes contactos: 235732000/235732216.

O valor da inscrição é de 15 bicas por equipa e os prémios em disputa são:


1º Lugar – troféu + 100 €
2º Lugar – troféu
3º Lugar – medalha
4º Lugar – medalha
- Vista parcial de Porto Silvado -

16 Julho 2008

DIA DE NOSSA SENHORA DO CARMO



- Nossa Senhora do Carmo -


Hoje é o dia de Nossa Senhora do Carmo.
Era neste dia, que muitas vezes não coincidia com o fim semana, que há alguns anos atrás, se realizava a festa da aldeia.
O sistema de emprego da altura era diferente do actual e, os homens que trabalhavam em Lisboa, podiam ir à festa e matar saudades das suas famílias.
Mais tarde tudo mudou a nível de trabalho e a festa passou a ser realizada a um fim de semana. Primeiro realizava-se no 2º fim de semana de Setembro e, actualmente no 1º fim e semana de Agosto.
No entanto, não podemos esquecer a data de 16 de Julho, pois a Nossa Senhora do Carmo é a padroeira de Porto Silvado.
Este ano, quando se realizar a sua festa, já terá a sua capelinha pronta, após as obras de beneficiação, que se encontram em fase final.




- Porto Silvado do lado da capela -




15 Julho 2008

KARAOKE NO PORTO SILVADO




Tal como foi anunciado no último post, na 6ª feira, dia 1 de Agosto, depois da Procissão das Velas , haverá no Porto Silvado uma sessão de Karaoke.
Estarão presentes o 4º classificado do Programa Ídolos, transmitido na SIC e o DJ Bêja que farão a animação duma noite que promete.




- Gonçalo -



No final haverá um prémio surpresa para a melhor actuação.
Esperamos por todos aqueles que queiram participar. Não falte e junte-se a nós.





13 Julho 2008

FESTA 2008




É já nos próximos dias 1, 2 e 3 de Agosto que Porto Silvado vai realizar a sua festa anual em honra de Nª. Sº. do Carmo.

O Programa deste ano é o seguinte:

1 de Agosto (Sexta)

16.00 Arruada
21.30 Procissão das velas
23.00 Midnight show: Karaoke, com a animação de Gonçalo (4º classificado do idolos da sic)
e muita música com Dj Bêja





2 de Agosto (Sábado)

09.00 Chegada da Filarmónica da Aldeia das Dez
09.30 Missa Campal
11.30 Leilão de fogaças em honra de Nª Senhora do Carmo
15.00 Abertura da quermesse Leilão da Comissão
16.30 Concurso de doçaria regional
Torneio de sueca (1º dia)
21.00 Inicio do arraial com Elizabete Serra
00.00 Actuação do artista “Gabriel”
… continuação do arraial


- Gabriel -



3 de Agosto (Domingo)

10.00 Jogo de Futebol “casados e casadouros”
12.30 Tradicional Piquenique
15.30 Actuação do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva
16.30 Torneio de Sueca (2º dia)
Peddy e paper
19.00 Entrega de Troféus




- Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva actuando na nossa aldeia -

Uma vez mais contamos com a presença do maior número de conterrâneos e amigos para connosco viverem mais uma jornada de alegre confraternização.
A colaboração de todos é imprescindível na construção de um Porto Silvado cada vez melhor.

17 Junho 2008

AS OBRAS CONTINUAM


As obras da capela de Porto Silvado continuam em bom andamento.
No fim de semana passado, o aspecto já era este.


- O Exterior -






- O Interior -




Já se pode comparar o post anterior com o actual e verificar as diferenças.

15 Maio 2008

CAPELA DE Nª SENHORA DO CARMO



Continuam a decorrer as obras de arranjo da Capela da nossa povoação.
Eis mais algumas fotografias do decurso das obras que chegaram ao meu poder, apesar de me informarem que as mesmas se encontram bastante mais avançadas.













No próximo Verão, iremos ter uma capela arranjada, mais bonita e mais digna da nossa padroeira, Nossa Senhora do Carmo.

24 Abril 2008

GABRIEL



O Gabriel é sobejamente conhecido de todos nós. Neto de um conterrâneo nosso ( o falecido Manuel Fonseca), cresceu em Pomares mas é visita frequente de Porto Silvado.
Habituámo-nos a vê-lo, desde pequenino, a cantar com o avô. O Orlando Gabriel cresceu e vimo-lo começar a sua carreira musical. Abrilhantou mesmo algumas das festas de Porto Silvado.
Em Fevereiro de 2007, lançou o seu primeiro CD de originais de cujos temas é autor e compositor.
Agora, o Gabriel vai fazer a apresentação do seu 2º CD, no dia 17 de Maio, na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (em Almada), tendo a acompanhá-lo e a apoiá-lo outros artistas portugueses.


- O Gabriel em actuação -


O Gabriel merece que o divulguemos, pois é um artista da nossa terra. Tem lutado por um sonho, que aos poucos se está a tornar realidade.
Que a força não lhe falte para conseguir êxito na carreira que escolheu.
Boa Sorte!

22 Abril 2008

SOCIEDADE DE MELHORAMENTOS DA FREGUESIA DE POMARES

Há 88 anos atrás, um grupo de naturais de Pomares, tiveram a inicitiva de fundarem a Sociedade de Melhoramentos da Freguesia de Pomares.
Por essa razão, aqui estamos a dar os parabéns a esta prestigiosa colectividade que abriu caminho à formação das Comissões de Melhoramentos.
Pela nossa parte, agradecemos aos nossos pioneiros esta iniciativa, que tanto veio contribuir para o desenvolvimento dos pequenos povos da nossa região.



- Pomares -
(Foto retirada da Net)

27 Março 2008

VENDE-SE


O edifício escolar de Porto Silvado está à venda.
Como é sabido de todos, há algum tempo que se encontra em ruínas.
A Câmara Municipal pô-la à venda pelo preço de 30 000.00 € e, vai a leilão no próximo dia 28 .
Sem comentários...



- O actual aspecto do edifício escolar -

24 Março 2008

OBRAS NA CAPELA

Encontram-se a decorrer em bom ritmo as obras de beneficiação da capela de Nossa Senhora do Carmo.
O exterior está pintado e o relógio já está a funcionar.


- Aspecto da fachada frontal da Capela -

O interior também já sofreu algumas alterações e, por certo, para a festa teremos uma capelinha renovada.

DOMINGO DE PÁSCOA NO PORTO SILVADO



Embora não tendo o simbolismo de antigamente, no Domingo de Páscoa mais uma vez se cumpriu a tradição em Porto Silvado.
Várias pessoas da nossa e de aldeias vizinhas formaram o cortejo pascal e visitaram as casas das aldeias anunciando a Ressurreição de Cristo.
Este ano,os representantes de Porto Silvado foram a Cidalina e o Miguel.
Ei-los no Sobral Magro.




- A Cidalina e o Miguel -

20 Março 2008

PRIMAVERA



Hoje começou uma nova estação do ano - A Primavera.
Embora já não se sintam como antigamente, as diferenças entre as quatro estações, é a partir de agora que os dias mais alegres começam a predominar sobre os dias tristes próprios do Inverno.
Aos poucos, o dia vai tendo maior duração que a noite, a natureza mostra-nos a sua beleza e o clima oferece-nos seu lado mais ameno e agradável.
No campo tudo se prepara para que se tenham boas colheitas.
Que assim seja...


Recados e Imagens - Animais - Orkut

19 Março 2008

DIA DO PAI

Hoje comemora-se o Dia do Pai, no dia dedicado a S. José.
A todos os pais os nossos parabéns e um pequeno poema retirado do livro: Cantando o amor o ano inteiro.

Não sou forte como pensas.
Ajuda-me!
Não sou tão corajoso como queres.
Ensina-me!
Não sou grande como tu.
Espera-me!
Dá-me a tua fortaleza,
espelhada na mão que me sustenta...
A tua coragem, provada, dia a dia,
na tua luta para que eu viva melhor...
A tua grandeza,
presente na dedicação que existia
à espera da minha chegada,
e que existe na continuação do amor feito mensagem,
até que eu chegue no limiar do exemplo que me dás!
E, cada dia, deixa-me ser o filho forte,
o filho corajoso,o filho grande,
pelo amor com que prepara as homenagens que mereces!




- Imagem da Net -


Para reflectir:

Quando um homem se dá conta de que seu pai talvez tinha razão, normalmente tem um filho que crê que está equivocado. (Charles Wadsworth).

18 Março 2008

PÁSCOA



Estamos na fase final da Quaresma e a Páscoa aproxima-se.

Com ela, chegam também os nossos conterrâneos residentes na capital e arredores, que vêm até Porto Silvado para receberem o Senhor em suas casas.

Todos os anos, no Domingo de Páscoa um grupo de pessoas, muitas vezes cumprindo promessas, dão a volta a várias aldeias da freguesia.

Em cada povoação, abençoam as casas e dão a cruz a beijar aos seus habitantes, anunciando a Ressurreição de Cristo.

As famílias juntam-se e os padrinhos dão o folar aos seus afilhados.
Nesta Semana Santa, a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado deseja a todos vós uma Páscoa feliz.

-Imagem da Net -


08 Março 2008

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Desde 1975, as Nações Unidas consagraram o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher , pretendendo chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher , perceber o seu papel na sociedade e contestar e rever preconceitos e limitações que lhe têm impostos ao longo dos tempos.

A Constituição da República Portuguesa de 2 de Abril de 1976 representa um passo fundamental na consagração da igualdade de direitos entre mulheres e homens.
O seu art. 13º consagra o princípio da igualdade:


“ Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.”
Actualmente, perante a lei da maioria dos países, não deveria existir qualquer diferença entre um homem e uma mulher, mas ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade.






Hoje dia 8 de Março de 2008, a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado deseja um bom dia a todas as MULHERES.







28 Fevereiro 2008

BAILE DA PINHA

Tal como noticiamos o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva organizou o baile da Pinha, no Grupo Recreativo da Ramalha.

Lá esteve presente uma representação de Porto Silvado para apoiar mais esta iniciativa duma aldeia vizinha.

A festa foi animada, os petiscos que tínhamos à nossa disposição (confeccionados por naturais de Soito da Ruiva) estavam deliciosos.

Obrigada Soito da Ruiva por mais este momento de alegria e confraternização que nos proporcionaram.

11 Fevereiro 2008

ANIVERSÁRIO DA COMISSÃO DE MELHORAMENTOS


Ainda não estávamos refeitos das emoções vividas durante o Sábado, no convívio da matança do porco, já a direcção nos tinha preparada uma surpresa.
A Comissão de Melhoramentos fazia 56 anos no dia 5, data que coincidia com a terça feira de Carnaval.
Como a maior parte das pessoas, que se deslocaram a Porto Silvado, faziam a sua viagem de regresso nesse mesmo dia, resolveram os nossos dirigentes fazer uma pequena ceia na segunda feira à noite.
E assim foi, por volta das 22 h, lá nos juntámos na Casa de Convívio, onde já estava uma mesa pronta com alguns petiscos que fomos comendo, em amena confraternização, até à chegada da meia noite.
- Sr. José Martinho apagando as velas do bolo de aniversário -


Nessa altura, o sócio vivo mais antigo da nossa Comissão (Sr. José Martinho) apagou as velas do bolo de aniversário ao som das vozes de todos os presentes que cantaram os Parabéns a Você.

Como o nosso sócio e dirigente Afonso Mendes fazia anos no mesmo dia, logo alguém apareceu também com um bolo e, de novo cantámos os Parabéns a Você.
E foi assim que, este ano, passámos mais um aniversário da Comissão de Melhoramentos, desta vez na própria povoação.

- Afonso Mendes apaga as velas do seu bolo de aniversário -

09 Fevereiro 2008

CONVITE DO SOITO DA RUIVA

Recebemos da Presidente da Comissão de Melhoramentos de Soito da Ruiva, Teresa Neves, a seguinte mensagem:

O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva (Pomares – Arganil), como já vem sendo habitual, leva a efeito o seu tradicional BAILE DA PINHA.
O evento realiza-se no Clube Recreativo da Ramalha em Almada no dia 16 de Fevereiro (Sábado) a partir das 19h00 e o baile será abrilhantado pela acordeonista PAULA MARQUES.
Não faltarão os petiscos para poderem jantar na nossa companhia: Caldo Verde, febras, torresmos à Serra do Açor, Bucho de Arganil, arroz doce, tigelada, coscorões e outras iguarias tradicionais da nossa terra.
O grupo de Danças e Cantares terá a sua tradicional banca para venda de produtos regionais, onde poderá também adquirir o Cd recentemente editado.
Para mais informações por favor contacte qualquer elemento do Grupo ou pelo telefone 963949800/ 918296863.
Desde já contamos com a vossa participação.
Anote na sua agenda!!!!!!
Com os melhores cumprimentos,
Teresa Neves


- Actuação do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva em Arganil - Video da autoria de Zé Rouxinol -

Todos nós que pertencemos à mesma freguesia e herdámos dos nossos antepassados as mesmas tradições (modo de vida, danças, cantares, vestuário, ...) deveríamos colaborar com este grupo participando nos seus eventos, sempre que possível.
Portossilvadenses, não faltem!

06 Fevereiro 2008

MATANÇA DE PORCO

No passado dia 2 de Fevereiro, a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado realizou a sua habitual matança de porco.
O tempo ajudou à festa. O dia acordou radioso, após uma noite de chuva e nevoeiro.

- Os preparativos para o almoço -


A matança seguiu o ritual de outros tempos, mas a refeição foi porco no espeto acompanhado por arroz de feijão e salada bem regados com o bom vinho da nossa região.
Tivemos entre nós alguns amigos, nomeadamente representantes das Comissões de Melhoramentos do Vale do Torno e do Sobral Magro.
Sopa de hortaliça, doces confeccionados pelas senhoras da nossa terra, café e digestivo e uma grande variedade de queijos oferecidos pelo nosso sócio Afonso completaram o repasto.
O jantar constou de bifanas, entrecosto, grelos cozidos ou salada, uma sopa quentinha e sobremesas que sobraram do almoço.

Finda a refeição, apareceram na sala da Casa de Convívio algumas pessoas mascaradas seguindo a tradição da nossa aldeia.













- Dois mascarados -



Tivemos connosco uma conterrânea actualmente residente na Sorgaçosa e alguns amigos. Um deles, natural de Porto Castanheiro, acompanhou os tocadores da nossa aldeia para abrilhantar o baile e entoou alguns fados acompanhando-se à guitarra, encantando todos os presentes.
Mais uma matança se passou, mais uma vez foi um êxito.
- Os tocadores que abrilhantaram o baile -

23 Janeiro 2008

ASSEMBLEIA GERAL



Reuniu no passado dia 20 de Janeiro, na Casa da Comarca de Arganil, a Assembleia Geral Ordinária de Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado.


Presidiu o Sr. Armando Marques, secretariado pela Tânia Coisinha e António Moreira.


No período antes da Ordem de Trabalhos foi guardado um minuto de silêncio pelos sócios falecidos.


De seguida, foram lidas as actas das Assembleias efectuadas durante o ano de 2007(Ordinária realizada em Lisboa e Extraordinária em Porto Silvado).


Entrando na Ordem de Trabalhos, foi apresentado o Relatório e Contas referente ao ano transacto, que após prévia explicação, foram aprovados.


Procedeu-se à apresentação de alguns artigos dos Estatutos desta Comissão de Melhoramentos, que segundo a actual Direcção, deveriam ser alterados para garantir um melhor funcionamento da instituição.


Depois de analisados pela Assembleia, foram alterados alguns deles, com destaque para aquele que alarga para dois anos o período de gestão de cada grupo de Corpos Gerentes, após eleição em Assembleia Geral.


A Direcção apresentou também um Plano de Actividades que pretende por em prática durante o ano de 2008, dos quais destaco a remodelação/reparação da Capela de Nossa Senhora do Carmo .


Como estas obras estão orçadas em milhares de euros, que nem a Comissão de Melhoramentos, nem a Comissão da Capela possuem e, tendo em vista ter pelo menos o seu interior pronto nas festividades de Verão, pretende a Direcção:

-pressionar o Poder Autárquico para que dê um maior apoio à Comissão de Melhoramentos;
- pedir a ajuda/colaboração de todos os portossilvadenses;
- realizar passeios, convívios, a tradicional festa em honra de Nossa Senhora do Carmo,...

Para já estão em preparação as seguintes actividades de convívio:

- matança de porco a realizar no próximo dia 2 de Fevereiro em Porto Silvado, seguida de almoço/convívio e lanche ajantarado;
- substituindo a excursão que se costumava efectuar no dia 1 de Maio, que se tornava bastante cansativa, realizar-se-á um almoço convívio em Lisboa;
- festa de Verão em honra de Nª. Sª. do Carmo;
- excursão de dois dias a levar a cabo na semana a seguir à festa;
- almoço de Natal com distribuição de prendas pelas crianças menores de 10 anos.

A Direcção pretende também relançar o Grupo Desportivo, participando num Torneio e, se possível, organizando também um em Porto Silvado, coincidindo com a festa de Verão.

Penso que este grupo de jovens dirigentes está no bom caminho e espero que os portossilvadenses os ajudem a alcançar tudo aquilo que desejam implementar.


20 Janeiro 2008

GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DE SOITO DA RUIVA

Na noite do passado dia 12 de Janeiro, alguns portossilvadenses deslocaram-se à Casa da Comarca de Arganil, para assistir ao lançamento do 1º Cd do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva.
Este grupo amigo da nossa terra, esteve presente na festa de Porto Silvado de 2006 e, deixou um rasto de amizade e simpatia em todos os portossilvadenses presentes na festa. Mais tarde, esteve presente também em Lisboa, no almoço da família Martinho, oriundo da nossa povoação. Uma vez mais, transportou todos os presentes ao passado, vendo-se alguns elementos mais idosos da família a acompanhar o grupo nos seus cantares que são comuns às duas povoações.


- Actuação do Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, em Porto Silvado -

Por isso e porque apoiamos todas as acções de divulgação da cultura da nossa freguesia, não pudemos deixar de estar presentes. Foi-nos dado assistir a uma bonita cerimónia onde as tradições da nossa região estiveram bem patentes, não só nas danças e cantares, como nas iguarias que nos foram servidas, como na forma hospitaleira com que fomos recebidos.
Ao grupo de Danças e Cantares e também aos restantes amigos de Soito da Ruiva enviamos, através deste blog, os nossos sinceros parabéns e os votos de que nunca se arrependam de terem iniciado uma caminhada, por vezes difícil, mas por outras compensadora.
Vão em frente, que Porto Silvado está convosco...

19 Janeiro 2008

2008

2008



Com apenas alguns meses de existência, a actual direcção começou já a trabalhar em força:

- Em Dezembro de 2007, realizou um almoço de Natal visando promover a aproximação dos associados, em especial as crianças a quem distribuíram uma lembrança;

- Prepararam a alteração dos Estatutos;


- Procederam à reforma do ficheiro de sócios, que se encontrava com incorrecções que impediam o bom desempenho da Direcção;

-Estão a preparar a Matança de porco, a realizar por altura do Carnaval;...

-Os três últimos pontos serão postos à aprovação na próxima Assembleia Geral Ordinária, a realizar no próximo dia 20 de Janeiro.


Todos temos obrigação de estar presentes na referida Assembleia, pois esta Direcção é formada por um grupo de jovens cheios de vontade de trabalhar em prol de Porto Silvado e, merecem o apoio de todos nós.











- Aspecto de duas das mesas do almoço de Natal -


MATANÇA DE PORCO


A Direcção da Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado vai realizar no próximo dia 2 de Fevereiro a sua habitual matança de porco, em Porto Silvado.
Este ano, o programa será um pouco diferente.
A morte do porco seguirá o ritual de outros anos, pois pretende-se preservar este costume da nossa região, mas o almoço constará de porco no espeto com arroz de feijão.
À tardinha, será servido um lanche ajantarado.
A Direcção pede a cada família que leve um doce ou um bolo para compor uma mesa, de onde serão servidas as sobremesas.
Contamos com a presença do maior número de associados e amigos neste convívio. Será mais uma oportunidade para nos juntarmos, confraternizarmos e mostrar à nova Direcção que estamos com eles no caminho que, em boa hora, se propuseram percorrer.

A presença de todos é indispensável para que este evento seja um sucesso e, como a época é de folia, esperamos que apareçam por lá ( a exemplo de anos anteriores) alguns mascarados para animarem a noite.
Se quiser estar presente, pode fazer a sua marcação para os telefones:

966046732 ou 212955815 - António Oliveira

- Mascarados, há alguns anos atrás-

08 Novembro 2007

FESTA DE NATAL/ANIVERSÁRIO DO GRUPO DESPORTIVO


- Imagem retirada da Net -

Começaram, com grande entusiasmo, a trabalhar os recém eleitos para os Corpos Gerentes da Comissão de Melhoramentos da nossa terra.
Várias ideias foram surgindo e serão postas à aprovação na próxima Assembleia Geral Ordinária, a realizar no próximo ano.
Até lá, decidiram terminar 2007, realizando um almoço /convívio para nos juntarmos e comemorarmos a chegada da época natalícia e os 30 anos do Grupo Desportivo.
O almoço realizar-se-á no dia 8 de Dezembro, pelas 12h 30m, no restaurante O Leal, situado na Sobreda da Caparica e constará do seguinte:

Aperitivos: Salgadinhos e bebidas várias

Entradas: Patés, manteiga, azeitonas, gambas

Peixe: Tranches de cherne com amêndoas

Carne: Lombo de porco assado com maçã

Bebidas: Vinho, água, cerveja, refrigerantes

Sobremesas variadas

Café

No final do almoço, os sócios que já completaram 25 ou 50 anos receberão medalhas comemorativas. Às crianças presentes será distribuída uma lembrança de Natal.
O preço deste almoço será de 22 euros para adultos e maiores de 10 anos; 11 euros para as crianças dos 4 aos 9 anos e grátis para os menores de 3 anos.
Esperamos a adesão do maior número possível de associados e amigos de Porto Silvado.
Só juntos podemos continuar a obra iniciada há mais de 50 anos pelos nossos antepassados, honrar o seu trabalho e dar-lhe continuidade tentando elevar o nome da nossa povoação cada vez mais alto.
Para marcar a sua presença no almoço, deverão contactar para os seguintes telefones:
António Oliveira - 212955815 ou 966046732; José Castanheira -212535157



01 Fevereiro 2007

NOTÍCIAS




2007

- Início da Procissão das Velas -



Ao longo do tempo de vida da Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado, nunca se viveu um ano como este...

Que se passou com as nossas gentes?

Agora que a aldeia se encontra dotada das infra- estruturas necessárias para que todos possam viver com conforto na nossa pequena povoação, será que os nossos conterrâneos estão a esquecidos das vicissitudes por que passaram na sua juventude?

O certo é que desde Janeiro não tínhamos Corpos Gerentes na Comissão de Melhoramentos.

Até às férias, ia-se comentando o assunto, mas tudo continuava na mesma.

- Um aspecto da Procissão -

No entanto, à medida que a data da festa anual se aproximava, o desalento ia-se manifestando no rosto dos nosso conterrâneos, pois a festa ficaria reduzida à parte religiosa.

Então foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária, para a tarde do dia destinado à parte recreativa.

O Largo da povoação encheu-se e, por entre desabafos, críticas e algum sentimentalismo, lá surgiu uma lista, formada na sua maioria por elementos mais jovens, que se propôs a continuar o trabalho iniciado há mais de 50 anos, pelos seus avós .

Os Corpos Gerentes passaram a ser os seguintes:


ASSEMBLEIA GERAL

Presidente - Armando Marques

1º. Secretário - Tânia Coisinha

2º Secretário - António Moreira

DIRECÇÃO

Presidente - António Oliveira

Vice Presidente - Fernanda Marques

1º Secretário - Elsa Castanheira

2º Secretário - Marco Fonseca

Tesoureiro - Pedro Pereira

1º Vogal - Carla Costa

2º Vogal - João Matos

1º Vogal Suplente - Afonso Mendes

2º Vogal Suplente - José dos Santos Marques

CONSELHO FISCAL

Presidente - João Fonseca

Relator - Paulo Coisinha

Vogal - Carlos Santos

DELEGAÇÃO

Presidente - António Marques

Tesoureiro - José Castanheira

Secretário - Manuel Fonseca

Espero que esta nova equipa consiga atingir os objectivos a que se propuseram e, que todos os associados da nossa Comissão de Melhoramentos os saibam apoiar e incentivar nesta difícil missão que é trabalhar, desinteressadamente, em prol de todos.

Tenho esperança que esta lufada de ar fresco consiga arejar algumas mentes da nossa aldeia , e que Porto Silvado continue a fazer parte das terras mais dinâmicas da nossa freguesia.


ALMOÇO CONVÍVIO DA FAMÍLIA MARTINHO






Realizou-se no passado dia 21 de Janeiro, aquele que pensamos ser o primeiro de muitos convívios da família Martinho oriundos de Porto Silvado, da freguesia de Pomares.

































































Este encontro teve origem na ideia de um dos seus elementos, que há tempo manifestara vontade de juntar a família num almoço.
Da ideia secundada depois por outros elementos, nasceu a vontade de alargar o almoço às pessoas que apesar de não terem apelido de Martinho, também pertenciam à família, pois há anos atrás, os filhos nem sempre recebiam o apelido dos pais.
Feita a consulta aos membros mais idosos, e, apesar de algumas pessoas não poderem estar presentes uns por razões de saúde outros por motivos vários, juntaram-se cerca de 90 pessoas, no restaurante Cabrinha 2, no Monte de Caparica.
Viam-se chegar pessoas conhecidas umas das outras mas que não faziam ideia de pertencer à mesma família.
















Conheceram-se novos elementos, que se foram juntando através do casamento e até aconteceu uma curiosidade engraçada, quando uma criança "Martinho", reconheceu num dos elementos da família uma das suas professoras.
Ficou-nos a pena de o elemento mais idoso da família, a tia Deolinda, não poder estar presente, pois encontra-se no Lar de Sandomil e não era aconselhável a sua deslocação, em virtude de a sua saúde se encontrar bastante debilitada. No entanto esteve presente nos nossos corações e estiveram presentes os membros mais idosos que se lhe seguem. Não faltou também o elemento mais novo, com apenas uma semana de vida.







- Os elementos mais idosos presentes no almoço e o mais novo -


O almoço decorreu num ambiente familiar em todos os aspectos, até porque o próprio sócio do restaurante é natural da nossa freguesia e um grande amigo de Porto Silvado e da nossa família.
Pelas mesas, passou um pequeno trabalho demonstrativo dos vários ramos da família, com as fotografias de alguns elementos que a formam, suscitando em todos a vontade de o completar, e fazer uma pesquisa mais elaborada para juntar mais fotografias a fim de fazer um pequeno livro, um CD ou um DVD para distribuir pela família.












- Vendo o pequeno álbum de fotografias de família -



Após o almoço não pararam as emoções. Esteve entre nós a actuar graciosamente o Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva, cujos elementos são também amigos de alguns Martinhos e que trouxeram à lembrança, de alguns de idade mais avançada, as modas que antigamente cantavam e dançavam na sua aldeia, ao fim de um dia de trabalho muitas vezes penoso.











- O Grupo de Danças e Cantares de Soito da Ruiva em plena actuação -




Passaram-se momentos ao mesmo tempo emocionantes e divertidos.
Foi gratificante ver os mais idosos acompanhando os elementos do grupo entoando as canções, enquanto os mais novos dançavam à sua maneira, pois não conseguiram ficar sem dançar também.















- Uns cantavam-










- Outros dançavam-













- Os Martinhos juntaram-se ao Grupo de Danças e Cantares do Soito da Ruiva, dançando o fado mandado-


Ao fim do dia, foi distribuído pelos elementos ainda presentes, uma fatia de bolo onde estava representado o M da inicial do nome que deu origem às diversas ramificações de famílias presentes.














- Distribuindo o bolo pelos presentes-

No final do dia, assistimos ao momento mais emocionante e, as lágrimas rolaram pelas faces de alguns presentes, quando um dos netos da tia Deolinda, telefonou para a avó que com a sua maneira de ser sempre alegre, conformada e muito positiva, nos transmitiu a sua mensagem enaltecendo a iniciativa e fazendo votos para que estes encontros familiares continuem e, se possível, possa estar junto de nós no próximo.
Foi também essa a vontade manifestada por todos os presentes e, esperamos ansiosos que a ideia perdure, se possível com todos os elementos que estiveram presentes e mais alguns que se nos possam juntar que demonstraram pena por não poderem estar junto de nós.
























- A boa disposição sempre patente ao longo do dia-

01 Abril 2006

PORTO SILVADO

Porto Silvado é uma pequena aldeia do Concelho de Arganil e como em grande partes das aldeias deste concelho, sofreu muitas alterações a caminho do progresso, devido à acção da sua Comissão de Melhoramentos.
Pretende-se dar a conhecer a todos que nos visitarem, um pouco daquilo que conhecemos da história desta povoação, de tudo o que se for passando e o que se pretende realizar.
- Porto Silvado no Passado -


Tem sido feita alguma pesquisa junto das pessoas mais antigas da terra e uma recolha de fotografias de habitantes da povoação e das actividades que desenvolviam ao longo do ano .
É muito pouco o que conhecemos, mas gostaríamos de aprofundar mais esses conhecimentos. Para tal, contamos com a ajuda de quem queira partilhar connosco as suas vivências ou aquilo que vão sabendo através dos seus familiares mais idosos.

- Vista Parcial Actual -


Todos os que quiserem colaborar poderão fazê-lo através do e-mail: lourdesmartinho@gmail.com
Tudo o que formos conhecendo iremos divulgar neste espaço e informaremos regularmente sobre os acontecimentos futuros relacionados com a povoação.
Agradecemos a vossa colaboração.
Obrigados



LOCALIZAÇÃO


- Porto Silvado, no Concelho de Arganil -

Porto Silvado é uma pequena povoação que pertence à freguesia de Pomares, concelho de Arganil, distrito e diocese de Coimbra.



- Vista Aérea do Porto Silvado -

As povoações mais próximas são: Vale do Torno, Gramaça, Sobral Magro e Barroja.
Esta aldeia que se ergue encravada entre duas colinas das encostas montanhosas da serra do Açor, encontra-se a uma altitude de 935 m.

- Porto Silvado na Serra do Açor-


Para chegar a Porto Silvado tem que se percorrer uma estrada estreita e sinuosa, contornando outeiros e valeiros pela encosta acima.

As boas vindas à aldeia são-nos dadas por Nª. Sra. do Carmo, padroeira da povoação, cuja capelinha se avista de longe.

A povoação surge finalmente rodeada de cômbaros (cômoros), outrora cultivados.

Logo à entrada a Cancelinha e o Largo abrem-nos as portas da povoação.

Dum lado ficam a Capela, o Cortelho, o Portal da Várzea e o Forno.

Do outro, o Penedinho, a Escola, o Terreiro e as Quelhadas.

Em frente a Trepadinha avistando -se lá ao alto a Gramaça.

Nas barrocas, correm os regatos de água das nascentes que, no Verão, saciam a sede das pessoas e dos campos.

No cume do monte do Colcurinho, avista-se a capelinha da Nossa Sra. das Necessidades, a quem os naturais da nossa terra se dirigem em momentos de aflição, fazendo promessas que depois cumprem religiosamente.



- Grupo junto à Capela de Nª. Sra. das Necessidades -


31 Março 2006

MODO DE VIDA





Há muitos anos atrás, o dia a dia dos portossilvaenses era muito difícil.
A povoação tinha mais habitantes que actualmente pois as famílias eram numerosas. Levantavam-se muito cedo e trabalhavam de sol a sol.
Logo após o mata bicho, seguiam para o mato por caminhos íngremes e pedregosos. Muitas vezes tinham que ir para bem longe da povoação para roçarem um molho de mato. Levavam consigo os animais que comiam a primeira refeição enquanto o seus donos roçavam o mato.
De seguida, regressavam ao curral onde colocavam o mato e ordenhavam as cabras e ovelhas.
Tratavam o porco, galinhas e coelhos.

- Tirando as cabras do curral -


Por volta das 8-9 horas o apetite já era bastante e então iam almoçar.
Voltavam depois para as fazendas onde continuavam a trabalhar conforme a época do ano. Regressavam ao meio dia para o jantar.

De seguida , aproveitavam a hora de maior calor para descansarem, dormirem a sesta, ou fazerem outros trabalhos em casa.

- O descanso da tarde -


Às vezes juntavam-se no Largo, onde jogavam chinquilho, ou às cartas ou simplesmente conversavam.

As mulheres lavavam roupa na barroca, remendavam algum rasgão ou faziam renda.
Usavam o sabão azul e branco, faziam a barrela ou punham a roupa a corar para ficar mais branca e sem nódoas.

- Lavando a roupa na barroca-

Após a merenda, seguiam de novo para as fazendas, onde os trabalhos continuavam até ao anoitecer. Quando regressavam a casa, ainda traziam um molho de lenha.

Enquanto as mulheres preparavam a ceia, as raparigas e crianças carregavam água. Antigamente do Buraquinho e mais tarde da fonte.

O Buraquinho -


Chegava então a hora da ceia a que se seguia o serão. Algumas mulheres dobavam tecidos velhos para fazerem as mantas de fitas; os mais pequenos faziam os trabalhos da escola. As pessoas que sabiam ler e escrever aproveitavam para escrever cartas aos seus familiares ou aos namorados. Aqueles que não sabiam ler recorriam a um familiar ou vizinho, para o fazerem.
No Inverno, o trabalho era mais leve, mas ainda havia que apanhar a azeitona, podar e atar as videiras,....

Nesta época do ano as pessoas descansavam um pouco mais.

Há anos atrás, alguns naturais da nossa terra trabalharam também na produção de carvão, na construção de casas, de estradas e a apanhar minério. Havia alguns que iam para a borda d'água trabalhar, para ganharem algum dinheiro.

Na povoação, existiu em tempos uma pequena loja. O dono duma das lojas de Sobral Magro pôs alguns produtos de maior necessidade numa casa em Porto Silvado e deslocava-se lá determinados dias da semana para que as pessoas se pudessem abastecer. No entanto, este estabelecimento durou pouco tempo e os portossilvadenses tinham que se abastecer nas lojas da Gramaça, Vale de Maceira, Sobral Magro e Pomares, ou então nas feiras.


Em casa da tia Belmira, foi colocado a partir de determinada altura o telefone público, que foi mudando de local até à construção da actual cabina existente no Largo.
O carteiro, que todos os dias transportava a correspondência das povoações situadas entre Pomares e o Piódão, deixava a da nossa povoação em casa do Sr. José dos Santos , onde depois as pessoas a iam buscar.

30 Março 2006

AGRICULTURA








Porto Silvado fica situado numa zona bastante acidentada difícil de amanhar e os seus habitantes dedicaram-se, ao longo dos tempos, à agricultura de subsistência. Nas encostas da serra formaram-se socalcos, os cômbaros . Duns para os outros passavam por estreitas escadas de pedra.

- Os Cômbaros -


Das nascentes, levavam a água para os terrenos de cultivo através de levadas que, antes do Verão, eram limpas para não desperdiçarem muita água. Cada família regava o tempo destinado a cada propriedade.
Nalguns locais abriram-se minas para captar mais água que no Verão escasseava; nas barrocas construíram-se poças para juntarem a pouca água que nelas corria para depois regarem os terrenos.
Cultivavam o milho, o feijão, as batatas, as hortaliças. A videira e a oliveira eram também tratadas porque delas faziam mais tarde o vinho e o azeite.
Os produtos que colhiam e os utensílios que utilizavam no trabalho do campo eram guardados nas palheiras ou nas lojas da casa de habitação.
Usavam-se o sacho, a sachola, a enxada, o ancinho, a forquilha, a gadanha , a foice, o foição, as sacas, as cestas, os cestos, o alqueire,...
Os trabalhos agrícolas faziam-se de sol a sol e só no Inverno o trabalho era mais leve.

As actividades agrícolas iniciavam-se com a cava dos terrenos.
Homens e mulheres cavavam as terras, num trabalho difícil e moroso. Adubavam-nas com o esterco que tiravam dos currais dos animais.
Ajudavam-se uns aos outros. Um dia ajudavam o vizinho que depois os ajudava também.
Chegada a Primavera, semeavam-se o milho, o feijão, as batatas. ..

- Cavadores no trabalho-




DO MILHO AO PÃO
Quando o milho nascia era arralado, empalhado e enleirado. Limpavam-se as levadas. Quando chegava o calor começava a rega que se prolongava até ao milho ficar maduro.
Até lá, cortavam-se as bandeiras, desfolhavam-se as plantas e eram postas em manojas (molhos) a secar . Depois, enfaixavam-nas e guardavam-nas nas palheiras para alimentar os animais em dias de chuva. Quem tivesse fartura, vendia a quem tivesse falta.
Pelo São Miguel, as espigas secas eram cortadas e levadas para as palheiras ou para casa. Ali eram descamisadas e os folhos eram aproveitados para encher os colchões .
Mais tarde, eram debulhadas. À noite, as pessoas juntavam-se e ajudavam-se uns aos outros. Os homens malhavam as espigas com um pau e as mulheres e crianças, com as mãos, retiravam o resto do grão dos casulos.
O milho era posto a secar nas eiras, era erguido a fim de o limpar e mais tarde era guardado nas arcas para, ser utilizado para fazer farinha e para alimentação de animais.


- O interior de um moinho -

Durante o ano seguinte, o milho era levado para os moinhos existentes junto à ribeira.
Por acção da água da ribeira, uma grande pedra circular rodava e esmagava o grão que caía da moega onde fora colocado.
Assim se transformava em farinha que mais tarde era ensacada nos sarrões e levada para casa.
Grande parte desta farinha era utilizada para fazer o pão de milho (broa) que se cozia semanalmente no fornos comunitário.
A farinha era peneirada para a gamela e amassada com água e crescente (um pouco de massa da anterior fornada). Depois de amassada, era feita uma cruz sobre a massa, tapava-se e ficava a fintar (levedar).
Enquanto a massa levedava, aquecia-se o forno. Quando as paredes do forno estivessem brancas era sinal de que ele estava pronto. Então era varrido com um vassouro e juntava-se o resquício (brasas e cinzas) na entrada do forno.
Entretanto, as mãos habilidosas das mulheres começavam a tender a broa numa malga e colocavam-na na pá que servia para as depositar dentro do forno, ajeitando bem para caberem o máximo de broas possível.
Normalmente coziam várias pessoas na mesma fornada e, por isso, as broas eram marcadas com um sinal, para depois de prontas saberem a quem pertencia cada uma. Sempre que se cozia faziam-se também as bolas de carne, ou de bacalhau e cebola ou com sardinha.
Rapava-se a gamela e aproveitavam-se os restos da massa para guardar na malga para a próxima cozedura (crescente).
Depois de cozida, a broa guardava-se para ser consumida ao longo da semana.


- O Forno, actualmente a servir de Museu -



DA VIDEIRA AO VINHO
Nas extremidades dos cômbaros havia sempre uma fila de videiras e, por vezes, à porta das casas ou das palheiras havia latadas .
As videiras, no Inverno eram podadas e atadas. Mais tarde, já com folhas eram tratadas com sulfato e enxofre, para prevenir as pragas que normalmente as atacavam e estragavam a produção.

- Pronto para deitar o sulfate nas videiras-


Durante o Verão eram esparradas para os cachos amadurecerem melhor.
Chegada a época das vindimas, as uvas eram cortadas e levadas em cestas para as lojas.
Aí, eram colocadas em dornas ou em celhas e eram pisadas por um ou mais homens.

- Pisando as Uvas -

Depois de pisadas, sumo e cardaço fermentavam até se transformarem em vinho que era distribuído pelos pipos. O cardaço que sobrava era levado para os alambiques para fazer aguardente..


- Um Alambique -



DA OLIVEIRA AO AZEITE
Todas as famílias tinham as suas oliveiras que tratavam para poderem produzir o azeite de que necessitavam, não só para a sua alimentação como também para alimentarem as candeias e lanternas.
Antes do Inverno, apanhavam a azeitona e levavam-na em sacas para o lagar onde era moída nas galgas e espremida nas ceiras até o líquido resultante, o azeite, escorrer para as pias. Após a lavagem era deitado para dentro de ôdres e levado para as lojas e para ser guardado nas pias de azeite.

- As Azeitonas -

CRIAÇÃO DE ANIMAIS

Para além da agricultura, os habitantes de Porto Silvado dedicavam-se também à criação de animais.
Todas as famílias tinham um rebanho de cabras e ovelhas, um ou dois porcos, galinhas e coelhos.
Os animais viviam em currais ou no andar térreo das palheiras ou das casas de habitação.

Quanto mais animais possuíssem, mais possibilidades tinham para fazer queijos, vender as crias e produzir esterco (estrume) para fertilizar as terras de cultivo.
De entre os animais, eram escolhidos alguns para matar pela festa.
-As galinhas-



Logo de manhã, homens e mulheres de corda, podão e saca às costas lá iam roçar o mato, levando consigo o seu rebanho. Muitas vezes o mato escasseava e tinham que ir para bastante longe.
Enquanto os animais pastavam, roçavam algumas paveias de mato, faziam o molho, punham-no às costas ou à cabeça e regressavam. De vez em quando paravam nos poisos para descansarem.
No curral, espalhavam o mato que serviria de cama e de alimento dos animais.
Mais tarde, era retirado e levado para os campos para servir de estrume para os terrenos de cultivo.
De seguida, ordenhavam as cabras e ovelhas. Juntavam coalho ou o cardo no leite para mais tarde as mulheres fazerem o delicioso queijo da nossa região.
O soro que sobrava do leite era aproveitado para beber e o queijo era colocado nas queijeiras a curar.
Parte do queijo era consumido pela família, outra parte era guardado e, mais tarde, serviria para dar aos visitantes que apareciam ou aos trabalhadores que por vezes os ajudavam. Algumas famílias ainda iam de terra em terra, para vender alguns e ganhavam assim algum dinheiro.


- As Cabras -




Em todas as casas criava-se o porco.
Numa das feiras da região, comprava-se um porco ainda pequeno e traziam-no a pé até à povoação. Depois os animais eram alimentados com as botelhas e lavagens. Estas eram cozinhadas nos caldeiros e ferradas que eram depois despejados nas pias de granito ou madeira que existiam na loja onde viviam.
Alguns viravam a pia com a lavagem e esfoçavam as paredes dos currais e os donos tinham que lhes colocar um arganel preso no nariz.

Os animais eram engordados ao longo do ano e depois eram mortos, no tempo mais frio. Juntavam-se alguns familiares e amigos que ajudavam na matança e na preparação e conservação da carne.


- O porco acabado de matar -


Alguns homens seguravam o porco deitado num banco próprio (o banco dos porcos), enquanto um outro o matava. As mulheres aproveitavam o sangue que escorria para um alguidar de barro e, de seguida, iam cozer algum e arranjar outro para se conservar para fazer os enchidos.
De seguida, o porco era chamuscado com carquejas em chama, bem lavado e pendurado pelas patas traseiras no chambaril. Era aberto e separavam-se as carnes.

- O Sangue já preparado -

Umas eram preparadas para serem consumidas ao longo do ano. Tudo era aproveitado. As mulheres iam para a ribeira lavar as tripas para se fazerem os chouriços. Temperavam as carnes que ficavam a marinar para no dia seguinte, encherem, as tripas já lavadas: chouriços de carne, de sangue, bofes, farinheiras, cagueiras,... Depois de prontos eram postos a secar no fumeiro e mais tarde colocavam-se nas talhas em azeite.
Fritavam-se os tostelos e o lombo. Deitavam-se também em talhas cobertas com a banha produzida pela gordura do próprio porco, para se conservarem durante muito tempo sem se estragarem.
Os presuntos, as pás, as patas, orelhas , toucinho e outras partes do porco iam para a salgadeira, onde permaneciam cobertos de sal o tempo suficiente para não se estragarem.
Os presuntos e as pás, ao fim de algum tempo, eram lavados, pendurados a secar e, às vezes, eram barrados com azeite e colorau.

O MEL

Alguns naturais de Porto Silvado, tinham cortiços espalhados pelo mato onde as abelhas procuravam as substâncias com que produziam o mel.
No Verão, procedia-se à cresta dos cortiços. Extraía-se os favos dos cortiços e espremiam-se com as mãos por entre algumas picadelas de abelhas.

O mel era usado com fins terapêuticos e também para barrar no pão.

Actualmente, alguns dos apicultores da terra passaram a usar as colmeias que permitem um melhor aproveitamento do mel que as abelhas produzem.

- Um Apicultor -


HABITAÇÃO



Antigamente, as casas de Porto Silvado eram feitas de xisto, a pedra que mais abunda na nossa região. A casa era pequena pois a maior parte do tempo dos portossilvadenses era passado no trabalho do campo.
O telhado era coberto de lajes. As divisões eram feitas de madeira ( tabique). O sobrado e o tecto eram também feitos de madeira.
Normalmente tinha um ou dois pisos e uma ou duas lojas.
As lojas serviam para adega e arrecadação e em alguns casos para o porco. Na adega existiam os pipos, as dornas, os garrafões, garrafas e celhas; havia também a pia do azeite, a salgadeira, arcas, as alfaias agrícolas,....


_ A Pia do Azeite -


Junto à loja do porco havia uma quintã.
No andar de habitação havia uma sala, os quartos e a cozinha.
Todas as divisões eram pequenas e o mobiliário era reduzido.
Na sala havia uma mesa, bancos, cadeiras e às vezes uma arca para guardar a roupa.
Nos quartos havia apenas uma cama de ferro. Os cobertores eram feitos das fitas cortadas de roupas velhas, que as mulheres iam dobando em novelos e que mandavam depois para as fábricas.
Debaixo da cama havia um bacio onde, durante a noite, faziam as suas necessidades para depois despejarem nas fazendas, pois não havia casas de banho.


- Um quarto -


A divisão mais importante da casa era a cozinha funda, isto é, a parte onde se fazia o lume ficava abaixo do sobrado do resto da casa. Era separada das lajes pelo caniço, onde era costume secarem as castanhas. Do tecto pendiam as correntes onde se suspendiam as panelas de ferro, os caldeiros de cozinhar para o porco, ou as caldeiras de cobre onde se faziam os torresmos. Havia também as trempes onde se cozinhava com os tachos ou sertãs que não se podiam pendurar. Do tecto pendia também o fumeiro, onde eram colocados os enchidos a secar, após a matança do porco. O sobrado, um pouco mais elevado, servia de banco, onde as pessoas se sentavam à volta da fogueira. Na cozinha havia uma pequena mesa encostada à parede e presa com um cravelho para não ocupar muito espaço e só se baixava quando necessário. Havia também uma cantareira que era um móvel onde era guardada a loiça ( bacias, malgas, pratos, púcaros,...). Na parte inferior, havia um local adaptado ao cântaro da água.
Em todas as cozinhas havia também a tripeça que servia de mesa e onde era colocada a bacia com os alimentos de onde comia a família inteira.


- Peças de loiça -


Podia também encontrar-se na cozinha, um alguidar de folha que servia para tomar banho e também um lavatório com bacia, balde e o jarro da água. Como não havia saneamento, as águas eram lançadas numa estrumada, num quintal ou na rua.

Também não havia electricidade e, à noite para iluminar a casa usava-se uma candeia ou uma lanterna alimentada por azeite . Mais tarde, passaram a usar-se os candeeiros de folha (os piretas), e os candeeiros de vidro a petróleo. Vieram depois os petromax e também os candeeiros a gás.

- A Candeia -

ALIMENTAÇÃO





A alimentação dos naturais de Porto Silvado tinha como base os produtos que a terra e os animais, que criavam, lhes davam.

A sopa, muitas vezes temperada com um bocado de toucinho , era obrigatória em todas as casas. As batatas, o feijão, as hortaliças, a broa e os enchidos, complementavam a alimentação diária dos portossilvadenses.
Em alturas de feira ou quando aparecia alguma sardinheira também comiam sardinha e era vulgar porem estes peixes a secar no fumeiro, para se conservarem durante algum tempo.
Houve tempos difíceis, em que uma sardinha era dividida por três pessoas para servir de conduto ao máximo de pessoas possível.
Quando iam à Missa ao Sobral compravam também bacalhau nas lojas daquela aldeia, que depois iam regrando para durar o mais tempo possí­vel. Quando alguém chegava de Lisboa costumava trazer peixe frito que distribuía pela família.

- Cozinhando as batatas com bacalhau -

Quando se cozia ( fabrico da broa), era frequente fazerem-se bolas de sardinha ou de bacalhau com cebola ou com chouriço.
Na altura da matança do porco, comiam-se as suas carnes confeccionadas de várias formas. Era muito apreciado o sangue de porco cozido, a carne junto aos ossos cozidos e os tostelos.
Nos dias seguintes, preparavam-se as carnes para se conservarem durante o ano.
As carnes eram conservadas no fumeiro , na salgadeira , ou frita e colocada na banha produzida durante a fritura.
O carolo (papa feita de farelos de milho) era também um prato apreciado na nossa terra, assim como a botelha doce.
Em certas alturas do ano, iam à procura de tortulhos e míscaros que se cozinhavam de diversas maneiras.
Quando alguém adoecia, matava-se uma galinha, cozia-se e faziam a canja.
Na época da caça, em casa dos caçadores, também se comiam os coelhos bravos, as lebres e as perdizes .
Alguns homens, quando vinham de férias iam até à ribeira onde apanhavam trutas e enguias.
No tempo das castanhas faziam-se os magustos e punham-se a secar algumas que se iam comendo durante o ano (castanhas piladas).

- As Castanhas -

Na altura da festa, os portossilvadenses tinham então comida melhorada.
Matava-se a melhor cabra ou ovelha para se fazer a chanfana e o arroz de fressura. Faziam-se também alguns doces tradicionais : a tigelada, o arroz doce, os coscoréis e o pão leve.

- Os Coscoréis -

VESTUÁRIO

A população da nossa terra tinha poucas posses e o vestuário era pobre, pouco variado e muitas vezes remendado.
Só ao Domingo ou em dias de festa se vestia uma roupa melhor.


-Fato de Trabalho -


AS MULHERES

As mulheres normalmente vestiam saia, blusa, avental e andavam descalças ou usavam tamancos ou chinelos. Na cabeça punham um lenço e quando o frio apertava usavam um xaile de lã grossa.
Por vezes, enquanto trabalhavam protegiam as roupas, já gastas pelo uso, com um capuz feito de saca dobrada ao meio.
Em dias festivos, tiravam o lenço e exibiam orgulhosas os cabelos bem penteados apanhados numa trança ou num carrapito encimado por uma travessa. Nos pés, algumas usavam sapatos.
Se iam à Missa, punham um véu na cabeça.
As viúvas passavam a usar roupa preta (luto) até falecerem.

OS HOMENS
Os homens usavam calças, camisa e alguns punham um colete sobre a camisa. Na cabeça usavam uma boina ou um boné. Nos pés usavam tamancos ou botas com brochas para não escorregarem nos caminhos íngremes e pedregosos. No Inverno era costume usarem ceroulas e camisolas interiores grossas que os ajudavam a suportar o frio. Os homens também usavam capuz para proteger a roupa de trabalho. Em dias festivos, substituíam a boina por um chapéu preto.

CRIANÇAS
Após o nascimento meninos e meninos vestiam de igual forma. Um vestido servia para os dois sexos. Mais tarde, os rapazes usavam uns calções ou calças com alças ou peitilho, camisa e sapatos. As raparigas usavam vestidos e nos pés usavam sapatos, sandálias ou chinelas. Era vulgar usarem um laço na cabeça. Tanto uns como os outros, usavam os fatos até estarem tão apertados que não se pudessem alargar mais, sendo remendados sempre que algum se rasgava.
FATO DE CASAMENTO
Antigamente, o fato de casamento não divergia muito do fato de domingo. Apenas se comprava uma roupa nova.
Há alguns anos atrás, passou a ser como o que é usado no resto do país.


- Noivos de antigamente -

MIGRAÇÕES



As condições de subsistência em Porto Silvado eram duras e penosas, o que levou alguns dos seus habitantes a procurar uma vida melhor noutros locais. Uns influenciaram os outros e, aos poucos, os homens migraram na sua maioria para Lisboa. Primeiro partiram os homens, deixando na aldeia as mulheres e os filhos. Estes amanhavam as terras enquanto os homens tentavam, longe da sua terra, encontrar um modo de vida que lhes permitisse olhar com mais desafogo os dias de velhice. Mais tarde, partiram também algumas mulheres com os filhos. Em Lisboa viviam em quartos ou partes de casa alugadas, que partilhavam com uma ou mais famílias. Grande parte trabalhava no porto de Lisboa mas alguns aventuraram-se e tiveram o seu próprio negócio em pastelarias, táxis, ....
O local onde se podia encontrar a maior colónia de portossilvadenses era num bairro junto à estação dos Caminhos de Ferro.


- Trabalhadores na Muralha ( Porto de Lisboa) -


Era normal encontrarem-se nas tabernas, onde conversavam, jogavam às cartas e bebiam uns copos.

De vez em quando apareciam alguns tocadores de concertinas, violas e guitarras e, da Calçada dos Cesteiros fazia-se uma tocadeira que, em dias de feira da Ladra, a percorriam tocando e cantando as músicas da sua terra. De vez em quando, iam até à terra ajudar as mulheres nos trabalhos agrí­colas. Arranjavam um cesto com a bucha, um garrafão de vinho, a mala com a pouca roupa que tinham, pegavam na viola ou na concertina e lá iam apanhar o combio a Santa Apolónia.

Para afastar a ansiedade do reencontro com as famí­lias, tocavam e cantavam.

Outras vezes bebiam um copo de vinho e comiam um pedaço de presunto ou chouriço da bucha.


- A Caminho da Terra -


Em Coimbra apanhavam a camioneta que os conduzia até Pomares onde as famílias os esperavam para transportarem os carregos que traziam. Faziam-no a pé e carregavam a bagagem à cabeça, enquanto iam contando as novidades uns aos outros.

Após a fundação da Comissão de Melhoramentos, organizaram-se várias festas em Lisboa (na Sociedade 1º de Dezembro, Casa da Comarca de Arganil, Mirantense) onde os portossilvadenses se encontravam, confraternizavam e colaboravam em leilões de alguns produtos vindos de Porto Silvado para serem leiloados e que se destinavam a arranjar dinheiro para custear as obras mais necessárias na povoação.




26 Março 2006

COSTUMES E TRADIÇÕES


Ao longo dos tempos os costumes e tradições da nossa aldeia foram caindo em desuso e alguns deles extinguiram-se completamente.
Aos Domingos era obrigatória a deslocação ao Vale de Maceira e mais tarde ao Sobral Magro, para assistir à Missa. Aproveitava-se também para fazer algumas compras pois só durante muito pouco tempo, houve um estabelecimento a funcionar em Porto Silvado.

No Domingo de Ramos, era também obrigatório ir benzer o Ramo que no dia de Santa Cruz (3 de Maio), era distribuído pelas fazendas e palheiras para as proteger durante todo o ano. Era um dos Domingos em que as pessoas não podiam faltar à Missa.
Pela Páscoa as casas eram limpas e enfeitadas para receber a visita do Senhor na Visita Pascal. O padre e os mordomos trazendo consigo a Cruz, lanternas e a caldeira da Água Benta entravam em todas asa casas cujas portas estavam abertas.
Após uma pequena reza, a cruz era dada a beijar a todos os membros da família e eram distribuídas pequenas amêndoas pelas crianças de cada casa.
O dono da casa para além da esmola para Nosso Senhor oferecia aos participantes do cortejo pascal, vinho e comida.
Actualmente, embora a tradição da Visita Pascal se mantenha, faz-se sem a presença do padre, que é substituído por um leigo.
Pelo S. João deitava-se o gato ao pinheiro, fazia-se e saltava-se a fogueira.
No dia 16 de Julho realizava-se a festa em honra da sua padroeira - Nª. Sra. do Carmo.
- Nª. Sra. do Carmo, padroeira de Porto Silvado -
Como este dia, a maior parte das vezes, coincide com um dia de semana, a festa passou a realizar-se noutras datas. No entanto, nesse dia é sempre rezada uma Missa.

Os tempos livres dos habitantes da nossa povoação era passado de diversas formas. Os homens jogavam o chinquilho; os rapazes jogavam o pião ou com uma bola feita de trapos; as raparigas brincavam com bonecas feitas de restos de tecidos e as mulheres faziam rendas ou dobavam tiras de tecido velho para fazer mantas fitas.
Muitas vezes, juntavam-se nalgum local e cantavam e dançavam cantigas de roda. Outras vezes dançavam ao som da flaita, do harmónio ou da concertina.

De vez em quando, juntavam-se-lhes rapazes de outras terras que apareciam com os seus instrumentos e faziam grandes tocadeiras.

- Grupo do Sobral Magro que veio à festa -


Eram também frequentes as arruadas. Os tocadores e cantadores da terra juntavam-se e andavam de adega em adega tocando e cantando ao desafio enquanto provavam o vinho e petiscavam umas tiras de bacalhau salgado, uma salada de atum ou sardinhas de conserva com cebola, ou umas fatias de presunto.

Chegado o Verão, os habitantes da nossa terra iam às festas das terras vizinhas. Nesses dias afinavam os seus instrumentos, juntavam-se e lá se deslocavam cantando e dançando. Alguns deles chegaram a arranjar casamento nessas terras onde iam às festas.

- Raparigas dançando -

Em Pomares, sede da Freguesia, havia também festas a que não se podia faltar: a festa do Santíssimo, onde as crianças iam fazer a primeira Comunhão, a festa de Nossa Senhora de Fátima e a festa Rouxinóis de Pomares. Nesses dias, ali se deslocavam os naturais de todas as terras da freguesia.


No Vale de Maceira realizava-se a festa mais desejada por todos. Era a Romagem.

Nesse dia, todos arranjavam uma boa merenda, vestiam o seu melhor fato e lá seguiam a caminho do Vale de Maceira, levando como sempre as concertinas, violas e guitarras.

Ali acorria gente vinda dos mais diversos locais do país.

Havia tendas onde se vendiam diversos produtos e barraquinhas de comes e bebes.

Por todo o lado se faziam bailaricos. Arranjvam-se namoricos.

Havia Missa e Procissão. Cumpriam-se promessas...

Na última 4ª Feira de cada mês ia-se à feira de Avô e enquanto ela se realizou, iam também à feira de Pomares .

Dias de animação eram também aqueles em que se realizava algum casamento.

Antigamente eram realizados em Pomares, mas mais tarde passaram a realizar-se na nossa capela.

O banquete era servido normalmente em casa da noiva. Começava na véspera do casamento e prolongava-se durante vários dias.

Os pais dos noivos matavam cabras, ovelhas, galinhas e coelhos que criavam e faziam os doces tradicionais da região.

- Banquete de um casamento em Porto Silvado -



Mas a saúde às vezes pregava partidas e os portossilvadenses recorriam a várias estratégias.

Recorriam a remédios caseiros. O chá de erva cidreira tratava problemas digestivos, o chá de tília era bom para os nervos, o chá de limão com mel e bagaço era remédio santo para as constipações,...

Para outros males recorriam a rezas que foram passando de geração em geração. Havia rezas para o mau olhado, para o cobrão, entorses, erguer a espinhela,...

Quando o caso era mais difícil recorriam ao barbeiro do Piódão, ou ao endireita.
Só em casos especiais recorriam ao Dr. Vasco de Avô, que montado na sua mula, lá ia tratar as maleitas, muitas vezes a troco duma galinha ou de um cabrito, porque em alguns casos não havia dinheiro para pagar a consulta.

Em caso de grande aflição, invocavam-se os poderes divinos. Faziam promessas; umas vezes aos Santos da terra, outras à Senhora Nossa Senhora das Necessidades ( Colcurinho), à Nossa Senhora das Preces (Vale de Maceira), à Nossa Senhora do Montalto (Arganil) ...

Essas promessas eram feitas umas vezes em géneros outras em romarias (três voltas dadas à capela) e, quando atendidas, eram cumpridas logo que pudessem.

Em último recurso, algumas pessoas recorriam mesmo à bruxa.


FESTA



DATA
A data da festa tem variado ao longo dos tempos.
Há cinquenta anos atrás realizava-se no dia 16 de Julho, dia da padroeira da povoação - Nª. Sra. do Carmo.
Este dia, a maior parte das vezes coincidia com um dia de semana, e não sendo feriado e, muitos portossilvadenses viam-se privadas de ir à festa devido aos seus afazeres profissionais.
Por essa razão, a festa foi transferida para o segundo Sábado de Setembro, prolongando-se também pelo Domingo.
Nos últimos anos , passou a realizar-se no primeiro fim de semana de Agosto.



O LOCAL
O local da festa também tem mudado e tem-se realizado em vários locais: na Eira de Cima, às Sortes e mais tarde, após a cobertura das Barrocas, no Largo que aí se formou.
- O Largo sobre a Barroca -
O PROGRAMA
A festa era programada de um ano para o outro. Era nomeado um mordomo, por ordem de casamento, que programava a festa do ano seguinte para que tudo decorresse da melhor forma. E ao longo de muitos anos tudo decorreu da mesma maneira.
Na semana que antecedia a festa, os homens enfeitavam o largo e algumas ruas, faziam a quermesse e o bufete; as mulheres enfeitavam a Capela.
Matavam-se cabras, ovelhas, galinhas ou coelhos e as mulheres temperavam as suas carnes. Na véspera deitavam o lume ao forno e faziam-se os pratos tradicionais da região. A carne fresca, a tigelada, os coscoréis, o arroz doce, o pão leve e outras especialidades da região enchiam as mesas de cada habitação no dia da festa, sempre com muita fartura, pois era costume aparecerem pessoas de outras aldeias que nunca ficavam sem comer uma refeição em casa de qualquer dos habitantes da nossa hospitaleira povoação.
Chegados os foguetes, lançava-se uma descarga anunciando a festa.
- Fogueteiros -

O Programa também tem variado ao longo dos tempos.
No dia da festa, logo de manhã cedo, toda a povoação despertava ao som da Alvorada de foguetes e morteiros.
Aos poucos, todos se arranjavam, vestiam o seu melhor fato e seguiam para a capela para assistirem à Missa, no fim da qual se fazia o leilão ofertas para Nª. Sra. do Carmo.
Logo após o leilão seguia-se o jantar (actual almoço).
Após a grande refeição do dia, seguiam para o local onde se realizava a parte pagã da festa.
Aos poucos, os forasteiros iam chegando. Alguns traziam os seus instrumentos musicais e juntavam-se aos tocadores da terra e faziam grandes arraiais.
No intervalo do baile iam ao bufete, onde saciavam a sede ou iam à quermesse tirar uma rifa.
Ao longo do dia, os fogueteiros lançavam para o ar grandes descargas de foguetes.
À noite vinha a ceia e, novamente, a mesa era repleta de manjares que em muitas casas só se comiam nesse dia.
Seguia-se de novo o baile com músicas típicas da região. Ao som das concertinas, violas e guitarras, tendo como iluminação a luz das candeias, lanternas ou candeeiros a petróleo , os pares rodopiavam até de manhãzinha e o baile só terminava porque tinham que seguir logo para o mato, mesmo sem dormir, para dar início a outro dia de trabalho.

- O Baile -


Ao longo dos tempos, o programa da festa sofreu algumas modificações e do lado tradicional já pouco existe.
O ciclo estabelecido para nomeação de mordomos foi interrompido, por várias promessas feitas por portossilvadenses que , em alguns anos , se propuseram a organizar os festejos.

Em 1992, formou-se um grupo de jovens que passou a dinamizar a festa e outros eventos para unir mais os portossilvadenses ao longo do ano.
Foram feitos vários passeios, jantares/convívio, noite de fados, venda de artesanato feito por naturais da terra, exposições de fotografias,...

No entanto, o grupo a extinguir-se mais tarde e actualmente, é a Direcção da Comissão de Melhoramentos que tem tido a seu cargo a realização dos festejos.


- Peças de Artesanato -


A partir de determinada altura, a festa passou a contar com a ajuda duma aparelhagem sonora que chegava na véspera da festa.
Funcionava com energia produzida por um gerador que alimentava também a iluminação do largo e da rua principal. Era a única altura em que a povoação tinha luz eléctrica.


O programa da festa foi-se tornando mais extenso e variado . A festa passou a realizar-se de Sexta Feira a Domingo começando com uma arruada/peditório de ofertas para leiloar no dia seguinte.

À noite, passou a realizar-se a Procissão das Velas e, em alguns anos de maior poder económico, havia baile abrilhantado por um Conjunto(o que já não acontece na actualidade).
No Sábado de manhã continuou a realizar-se a parte religiosa da festa, mas há alguns anos atrás começou a fazer-se uma Procissão pela rua principal da povoação e por essa razão passaram a enfeitar-se também os andores dos Santos; as crianças vestiam os fatos da Cruzada e o mordomo usava uma opa.

- Crianças vestidas com capa da Cruzada -



Nas janelas das casas eram colocadas as melhores colchas que cada habitante possuía e enquanto passava a Procissão papelinhos feitos das cartas recebidas ao longo do ano, ou pétalas de flores eram lançados das janelas sobre os andores e participantes da Procissão.
A Filarmónica de Pomares abrilhantava a parte religiosa e a tarde da festa.

Mais tarde, a tarde passou a ser ocupada com provas desportivas (corridas, gincanas,...)

- Participantes na Gincana -


A aparelhagem e os tocadores da terra deram lugar aos conjuntos que passaram a animar os bailes.
No Domingo de manhã, passou a realizar-se um jogo de futebol em Pomares e de tarde realizavam-se mais provas desportivas: sueca, chinquilho,...

- Equipa de futebol em Pomares -

À noite a última refeição passou a ser confeccionada e servida no Largo sob a forma de piquenique.
As mulheres e raparigas descascavam e coziam as batatas e faziam caldo verde enquanto os homens acendiam as brasas e assavam sardinhas que depois eram comidas em grande confraternização.
Acabado o piquenique, o Conjunto animava mais uma vez a parte final da festa e distribuíam-se os prémios correspondentes às provas desportivas realizadas.
Actualmente, o piquenique efectua-se logo a seguir ao jogo de futebol que já se realiza no ringue da povoação.

Após o piquenique termina a festa, mas a animação e convívio continuam até ao final das férias..

- Grupo participando no piquenique (Noite) -

25 Março 2006

COMISSÃO DE MELHORAMENTOS



Durante muitos anos, os habitantes desta povoação viveram bastante isolados da civilização. Situada a aproximadamente 7 Km da sede de freguesia, Pomares, a única via de comunicação que existia era um caminho de bois onde se deslocavam a pé, carregando à cabeça tudo o que precisavam, para depois poderem apanhar a carreira, que os conduziria ao seu destino.
Estavam ligados aos familiares, que se encontravam longe, apenas por este meio ou pelo correio.
Todos os dias, uma mulher ou um homem faziam o trajecto entre Pomares e o Piódão, transportando a correspondência dos habitantes das povoações por onde passavam, como acontecia com o Porto Silvado.
A povoação possuía uma capelinha, onde o pároco de Pomares vinha esporadicamente celebrar Missa. Aos Domingos iam à Missa ao Sobral e aproveitavam para fazer as suas compras nas lojas ali existentes, pois era a povoação mais próxima onde o podiam fazer.
Não havia escola e algumas crianças aprendiam a ler com alguém que na terra o soubesse fazer. Quando na vizinha povoação de Sobral Magro foi construída uma Escola, as crianças passaram a deslocar-se àquela povoação para aí fazerem a 4ª classe.

Como uma vida tão difícil, os naturais desta região começaram a sentir necessidade de melhorar as suas condições de vida.

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia não tinham capacidade financeira para custear as obras necessárias ao desenvolvimento de cada povoação. Por essa razão, em muitas povoações as pessoas organizaram-se e formaram Ligas e Comissões de Melhoramentos.
A 5 de Fevereiro de 1952, um grupo de portossilvadenses e amigos fundaram a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado. A partir daí, iniciou-se uma luta conjunta de toda a povoação para conseguirem uma vida melhor na sua aldeia.

Algumas das obras foram:

Estradas, Chafariz, Cobertura de Barrocas, Lavadouro, Escola, Largos, Electricidade, Casa de Convívio, Cabine Telefónica, Esgotos, Palco, Represa, Ringue Desportivo,...

- A Fonte e a Escola -

Algumas destas obras foram totalmente custeadas pelos habitantes da povoação, outras contaram com a ajuda da Autarquia e outras ainda com a ajuda dos Serviços Florestais e Conselho Directivo dos Compartes de Porto Silvado.

- A Casa de Convívio e a Arrecadação -

TURISMO


- Vista panorâmica de Porto Silvado -




Porto Silvado é uma aldeia pequenina, mas que pode oferecer a quem a visita, para além de maravilhosas paisagens , momentos em que o turista poderá beneficiar da calma, ar puro e águas frescas da região em que está inserida, esquecendo o rebuliço das zonas urbanas e tendo como fundo apenas o chilrear dos passarinhos .
Existe na povoação uma pequena represa onde, no Verão, pode dar uns mergulhos e refrescar-se do calor que se faz sentir.

- A Represa e o moinho -

Junto à represa existe um dos moinhos onde antigamente era moído o milho.

Existe também na povoação um forno comunitário onde pode ver algumas peças que eram usadas antigamente no fabrico do pão.

No adro da capela há um miradouro, de onde se pode apreciar uma das belas paisagens da serra do Açor, avistando-se também algumas das povoações vizinhas.
Próximo de Porto Silvado, pode o turista visitar outros locais de grande beleza, tanto do concelho de Arganil, como do de Oliveira do Hospital, que começa logo a seguir à povoação a caminho da Gramaça.

Alguns são:


- A Capelinha de Nª. Sra. das Necessidades;

- O Piódão;

- A Mata da Margaraça;

- A Fraga da Pena;


- O Santuário de Nª. Sra. das Preces;

- O Parque envolvente ao Santuário e respectivas capelinhas;


- A vila, igreja e ruínas de castelo de Avô;

- A Igreja de Pomares;


- O Parque de Campismo e Piscina Fluvial;...