31 Março 2006

MODO DE VIDA





Há muitos anos atrás, o dia a dia dos portossilvaenses era muito difícil.
A povoação tinha mais habitantes que actualmente pois as famílias eram numerosas. Levantavam-se muito cedo e trabalhavam de sol a sol.
Logo após o mata bicho, seguiam para o mato por caminhos íngremes e pedregosos. Muitas vezes tinham que ir para bem longe da povoação para roçarem um molho de mato. Levavam consigo os animais que comiam a primeira refeição enquanto o seus donos roçavam o mato.
De seguida, regressavam ao curral onde colocavam o mato e ordenhavam as cabras e ovelhas.
Tratavam o porco, galinhas e coelhos.

- Tirando as cabras do curral -


Por volta das 8-9 horas o apetite já era bastante e então iam almoçar.
Voltavam depois para as fazendas onde continuavam a trabalhar conforme a época do ano. Regressavam ao meio dia para o jantar.

De seguida , aproveitavam a hora de maior calor para descansarem, dormirem a sesta, ou fazerem outros trabalhos em casa.

- O descanso da tarde -


Às vezes juntavam-se no Largo, onde jogavam chinquilho, ou às cartas ou simplesmente conversavam.

As mulheres lavavam roupa na barroca, remendavam algum rasgão ou faziam renda.
Usavam o sabão azul e branco, faziam a barrela ou punham a roupa a corar para ficar mais branca e sem nódoas.

- Lavando a roupa na barroca-

Após a merenda, seguiam de novo para as fazendas, onde os trabalhos continuavam até ao anoitecer. Quando regressavam a casa, ainda traziam um molho de lenha.

Enquanto as mulheres preparavam a ceia, as raparigas e crianças carregavam água. Antigamente do Buraquinho e mais tarde da fonte.

O Buraquinho -


Chegava então a hora da ceia a que se seguia o serão. Algumas mulheres dobavam tecidos velhos para fazerem as mantas de fitas; os mais pequenos faziam os trabalhos da escola. As pessoas que sabiam ler e escrever aproveitavam para escrever cartas aos seus familiares ou aos namorados. Aqueles que não sabiam ler recorriam a um familiar ou vizinho, para o fazerem.
No Inverno, o trabalho era mais leve, mas ainda havia que apanhar a azeitona, podar e atar as videiras,....

Nesta época do ano as pessoas descansavam um pouco mais.

Há anos atrás, alguns naturais da nossa terra trabalharam também na produção de carvão, na construção de casas, de estradas e a apanhar minério. Havia alguns que iam para a borda d'água trabalhar, para ganharem algum dinheiro.

Na povoação, existiu em tempos uma pequena loja. O dono duma das lojas de Sobral Magro pôs alguns produtos de maior necessidade numa casa em Porto Silvado e deslocava-se lá determinados dias da semana para que as pessoas se pudessem abastecer. No entanto, este estabelecimento durou pouco tempo e os portossilvadenses tinham que se abastecer nas lojas da Gramaça, Vale de Maceira, Sobral Magro e Pomares, ou então nas feiras.


Em casa da tia Belmira, foi colocado a partir de determinada altura o telefone público, que foi mudando de local até à construção da actual cabina existente no Largo.
O carteiro, que todos os dias transportava a correspondência das povoações situadas entre Pomares e o Piódão, deixava a da nossa povoação em casa do Sr. José dos Santos , onde depois as pessoas a iam buscar.

30 Março 2006

AGRICULTURA








Porto Silvado fica situado numa zona bastante acidentada difícil de amanhar e os seus habitantes dedicaram-se, ao longo dos tempos, à agricultura de subsistência. Nas encostas da serra formaram-se socalcos, os cômbaros . Duns para os outros passavam por estreitas escadas de pedra.

- Os Cômbaros -


Das nascentes, levavam a água para os terrenos de cultivo através de levadas que, antes do Verão, eram limpas para não desperdiçarem muita água. Cada família regava o tempo destinado a cada propriedade.
Nalguns locais abriram-se minas para captar mais água que no Verão escasseava; nas barrocas construíram-se poças para juntarem a pouca água que nelas corria para depois regarem os terrenos.
Cultivavam o milho, o feijão, as batatas, as hortaliças. A videira e a oliveira eram também tratadas porque delas faziam mais tarde o vinho e o azeite.
Os produtos que colhiam e os utensílios que utilizavam no trabalho do campo eram guardados nas palheiras ou nas lojas da casa de habitação.
Usavam-se o sacho, a sachola, a enxada, o ancinho, a forquilha, a gadanha , a foice, o foição, as sacas, as cestas, os cestos, o alqueire,...
Os trabalhos agrícolas faziam-se de sol a sol e só no Inverno o trabalho era mais leve.

As actividades agrícolas iniciavam-se com a cava dos terrenos.
Homens e mulheres cavavam as terras, num trabalho difícil e moroso. Adubavam-nas com o esterco que tiravam dos currais dos animais.
Ajudavam-se uns aos outros. Um dia ajudavam o vizinho que depois os ajudava também.
Chegada a Primavera, semeavam-se o milho, o feijão, as batatas. ..

- Cavadores no trabalho-




DO MILHO AO PÃO
Quando o milho nascia era arralado, empalhado e enleirado. Limpavam-se as levadas. Quando chegava o calor começava a rega que se prolongava até ao milho ficar maduro.
Até lá, cortavam-se as bandeiras, desfolhavam-se as plantas e eram postas em manojas (molhos) a secar . Depois, enfaixavam-nas e guardavam-nas nas palheiras para alimentar os animais em dias de chuva. Quem tivesse fartura, vendia a quem tivesse falta.
Pelo São Miguel, as espigas secas eram cortadas e levadas para as palheiras ou para casa. Ali eram descamisadas e os folhos eram aproveitados para encher os colchões .
Mais tarde, eram debulhadas. À noite, as pessoas juntavam-se e ajudavam-se uns aos outros. Os homens malhavam as espigas com um pau e as mulheres e crianças, com as mãos, retiravam o resto do grão dos casulos.
O milho era posto a secar nas eiras, era erguido a fim de o limpar e mais tarde era guardado nas arcas para, ser utilizado para fazer farinha e para alimentação de animais.


- O interior de um moinho -

Durante o ano seguinte, o milho era levado para os moinhos existentes junto à ribeira.
Por acção da água da ribeira, uma grande pedra circular rodava e esmagava o grão que caía da moega onde fora colocado.
Assim se transformava em farinha que mais tarde era ensacada nos sarrões e levada para casa.
Grande parte desta farinha era utilizada para fazer o pão de milho (broa) que se cozia semanalmente no fornos comunitário.
A farinha era peneirada para a gamela e amassada com água e crescente (um pouco de massa da anterior fornada). Depois de amassada, era feita uma cruz sobre a massa, tapava-se e ficava a fintar (levedar).
Enquanto a massa levedava, aquecia-se o forno. Quando as paredes do forno estivessem brancas era sinal de que ele estava pronto. Então era varrido com um vassouro e juntava-se o resquício (brasas e cinzas) na entrada do forno.
Entretanto, as mãos habilidosas das mulheres começavam a tender a broa numa malga e colocavam-na na pá que servia para as depositar dentro do forno, ajeitando bem para caberem o máximo de broas possível.
Normalmente coziam várias pessoas na mesma fornada e, por isso, as broas eram marcadas com um sinal, para depois de prontas saberem a quem pertencia cada uma. Sempre que se cozia faziam-se também as bolas de carne, ou de bacalhau e cebola ou com sardinha.
Rapava-se a gamela e aproveitavam-se os restos da massa para guardar na malga para a próxima cozedura (crescente).
Depois de cozida, a broa guardava-se para ser consumida ao longo da semana.


- O Forno, actualmente a servir de Museu -



DA VIDEIRA AO VINHO
Nas extremidades dos cômbaros havia sempre uma fila de videiras e, por vezes, à porta das casas ou das palheiras havia latadas .
As videiras, no Inverno eram podadas e atadas. Mais tarde, já com folhas eram tratadas com sulfato e enxofre, para prevenir as pragas que normalmente as atacavam e estragavam a produção.

- Pronto para deitar o sulfate nas videiras-


Durante o Verão eram esparradas para os cachos amadurecerem melhor.
Chegada a época das vindimas, as uvas eram cortadas e levadas em cestas para as lojas.
Aí, eram colocadas em dornas ou em celhas e eram pisadas por um ou mais homens.

- Pisando as Uvas -

Depois de pisadas, sumo e cardaço fermentavam até se transformarem em vinho que era distribuído pelos pipos. O cardaço que sobrava era levado para os alambiques para fazer aguardente..


- Um Alambique -



DA OLIVEIRA AO AZEITE
Todas as famílias tinham as suas oliveiras que tratavam para poderem produzir o azeite de que necessitavam, não só para a sua alimentação como também para alimentarem as candeias e lanternas.
Antes do Inverno, apanhavam a azeitona e levavam-na em sacas para o lagar onde era moída nas galgas e espremida nas ceiras até o líquido resultante, o azeite, escorrer para as pias. Após a lavagem era deitado para dentro de ôdres e levado para as lojas e para ser guardado nas pias de azeite.

- As Azeitonas -

CRIAÇÃO DE ANIMAIS

Para além da agricultura, os habitantes de Porto Silvado dedicavam-se também à criação de animais.
Todas as famílias tinham um rebanho de cabras e ovelhas, um ou dois porcos, galinhas e coelhos.
Os animais viviam em currais ou no andar térreo das palheiras ou das casas de habitação.

Quanto mais animais possuíssem, mais possibilidades tinham para fazer queijos, vender as crias e produzir esterco (estrume) para fertilizar as terras de cultivo.
De entre os animais, eram escolhidos alguns para matar pela festa.
-As galinhas-



Logo de manhã, homens e mulheres de corda, podão e saca às costas lá iam roçar o mato, levando consigo o seu rebanho. Muitas vezes o mato escasseava e tinham que ir para bastante longe.
Enquanto os animais pastavam, roçavam algumas paveias de mato, faziam o molho, punham-no às costas ou à cabeça e regressavam. De vez em quando paravam nos poisos para descansarem.
No curral, espalhavam o mato que serviria de cama e de alimento dos animais.
Mais tarde, era retirado e levado para os campos para servir de estrume para os terrenos de cultivo.
De seguida, ordenhavam as cabras e ovelhas. Juntavam coalho ou o cardo no leite para mais tarde as mulheres fazerem o delicioso queijo da nossa região.
O soro que sobrava do leite era aproveitado para beber e o queijo era colocado nas queijeiras a curar.
Parte do queijo era consumido pela família, outra parte era guardado e, mais tarde, serviria para dar aos visitantes que apareciam ou aos trabalhadores que por vezes os ajudavam. Algumas famílias ainda iam de terra em terra, para vender alguns e ganhavam assim algum dinheiro.


- As Cabras -




Em todas as casas criava-se o porco.
Numa das feiras da região, comprava-se um porco ainda pequeno e traziam-no a pé até à povoação. Depois os animais eram alimentados com as botelhas e lavagens. Estas eram cozinhadas nos caldeiros e ferradas que eram depois despejados nas pias de granito ou madeira que existiam na loja onde viviam.
Alguns viravam a pia com a lavagem e esfoçavam as paredes dos currais e os donos tinham que lhes colocar um arganel preso no nariz.

Os animais eram engordados ao longo do ano e depois eram mortos, no tempo mais frio. Juntavam-se alguns familiares e amigos que ajudavam na matança e na preparação e conservação da carne.


- O porco acabado de matar -


Alguns homens seguravam o porco deitado num banco próprio (o banco dos porcos), enquanto um outro o matava. As mulheres aproveitavam o sangue que escorria para um alguidar de barro e, de seguida, iam cozer algum e arranjar outro para se conservar para fazer os enchidos.
De seguida, o porco era chamuscado com carquejas em chama, bem lavado e pendurado pelas patas traseiras no chambaril. Era aberto e separavam-se as carnes.

- O Sangue já preparado -

Umas eram preparadas para serem consumidas ao longo do ano. Tudo era aproveitado. As mulheres iam para a ribeira lavar as tripas para se fazerem os chouriços. Temperavam as carnes que ficavam a marinar para no dia seguinte, encherem, as tripas já lavadas: chouriços de carne, de sangue, bofes, farinheiras, cagueiras,... Depois de prontos eram postos a secar no fumeiro e mais tarde colocavam-se nas talhas em azeite.
Fritavam-se os tostelos e o lombo. Deitavam-se também em talhas cobertas com a banha produzida pela gordura do próprio porco, para se conservarem durante muito tempo sem se estragarem.
Os presuntos, as pás, as patas, orelhas , toucinho e outras partes do porco iam para a salgadeira, onde permaneciam cobertos de sal o tempo suficiente para não se estragarem.
Os presuntos e as pás, ao fim de algum tempo, eram lavados, pendurados a secar e, às vezes, eram barrados com azeite e colorau.

O MEL

Alguns naturais de Porto Silvado, tinham cortiços espalhados pelo mato onde as abelhas procuravam as substâncias com que produziam o mel.
No Verão, procedia-se à cresta dos cortiços. Extraía-se os favos dos cortiços e espremiam-se com as mãos por entre algumas picadelas de abelhas.

O mel era usado com fins terapêuticos e também para barrar no pão.

Actualmente, alguns dos apicultores da terra passaram a usar as colmeias que permitem um melhor aproveitamento do mel que as abelhas produzem.

- Um Apicultor -


HABITAÇÃO



Antigamente, as casas de Porto Silvado eram feitas de xisto, a pedra que mais abunda na nossa região. A casa era pequena pois a maior parte do tempo dos portossilvadenses era passado no trabalho do campo.
O telhado era coberto de lajes. As divisões eram feitas de madeira ( tabique). O sobrado e o tecto eram também feitos de madeira.
Normalmente tinha um ou dois pisos e uma ou duas lojas.
As lojas serviam para adega e arrecadação e em alguns casos para o porco. Na adega existiam os pipos, as dornas, os garrafões, garrafas e celhas; havia também a pia do azeite, a salgadeira, arcas, as alfaias agrícolas,....


_ A Pia do Azeite -


Junto à loja do porco havia uma quintã.
No andar de habitação havia uma sala, os quartos e a cozinha.
Todas as divisões eram pequenas e o mobiliário era reduzido.
Na sala havia uma mesa, bancos, cadeiras e às vezes uma arca para guardar a roupa.
Nos quartos havia apenas uma cama de ferro. Os cobertores eram feitos das fitas cortadas de roupas velhas, que as mulheres iam dobando em novelos e que mandavam depois para as fábricas.
Debaixo da cama havia um bacio onde, durante a noite, faziam as suas necessidades para depois despejarem nas fazendas, pois não havia casas de banho.


- Um quarto -


A divisão mais importante da casa era a cozinha funda, isto é, a parte onde se fazia o lume ficava abaixo do sobrado do resto da casa. Era separada das lajes pelo caniço, onde era costume secarem as castanhas. Do tecto pendiam as correntes onde se suspendiam as panelas de ferro, os caldeiros de cozinhar para o porco, ou as caldeiras de cobre onde se faziam os torresmos. Havia também as trempes onde se cozinhava com os tachos ou sertãs que não se podiam pendurar. Do tecto pendia também o fumeiro, onde eram colocados os enchidos a secar, após a matança do porco. O sobrado, um pouco mais elevado, servia de banco, onde as pessoas se sentavam à volta da fogueira. Na cozinha havia uma pequena mesa encostada à parede e presa com um cravelho para não ocupar muito espaço e só se baixava quando necessário. Havia também uma cantareira que era um móvel onde era guardada a loiça ( bacias, malgas, pratos, púcaros,...). Na parte inferior, havia um local adaptado ao cântaro da água.
Em todas as cozinhas havia também a tripeça que servia de mesa e onde era colocada a bacia com os alimentos de onde comia a família inteira.


- Peças de loiça -


Podia também encontrar-se na cozinha, um alguidar de folha que servia para tomar banho e também um lavatório com bacia, balde e o jarro da água. Como não havia saneamento, as águas eram lançadas numa estrumada, num quintal ou na rua.

Também não havia electricidade e, à noite para iluminar a casa usava-se uma candeia ou uma lanterna alimentada por azeite . Mais tarde, passaram a usar-se os candeeiros de folha (os piretas), e os candeeiros de vidro a petróleo. Vieram depois os petromax e também os candeeiros a gás.

- A Candeia -

ALIMENTAÇÃO





A alimentação dos naturais de Porto Silvado tinha como base os produtos que a terra e os animais, que criavam, lhes davam.

A sopa, muitas vezes temperada com um bocado de toucinho , era obrigatória em todas as casas. As batatas, o feijão, as hortaliças, a broa e os enchidos, complementavam a alimentação diária dos portossilvadenses.
Em alturas de feira ou quando aparecia alguma sardinheira também comiam sardinha e era vulgar porem estes peixes a secar no fumeiro, para se conservarem durante algum tempo.
Houve tempos difíceis, em que uma sardinha era dividida por três pessoas para servir de conduto ao máximo de pessoas possível.
Quando iam à Missa ao Sobral compravam também bacalhau nas lojas daquela aldeia, que depois iam regrando para durar o mais tempo possí­vel. Quando alguém chegava de Lisboa costumava trazer peixe frito que distribuía pela família.

- Cozinhando as batatas com bacalhau -

Quando se cozia ( fabrico da broa), era frequente fazerem-se bolas de sardinha ou de bacalhau com cebola ou com chouriço.
Na altura da matança do porco, comiam-se as suas carnes confeccionadas de várias formas. Era muito apreciado o sangue de porco cozido, a carne junto aos ossos cozidos e os tostelos.
Nos dias seguintes, preparavam-se as carnes para se conservarem durante o ano.
As carnes eram conservadas no fumeiro , na salgadeira , ou frita e colocada na banha produzida durante a fritura.
O carolo (papa feita de farelos de milho) era também um prato apreciado na nossa terra, assim como a botelha doce.
Em certas alturas do ano, iam à procura de tortulhos e míscaros que se cozinhavam de diversas maneiras.
Quando alguém adoecia, matava-se uma galinha, cozia-se e faziam a canja.
Na época da caça, em casa dos caçadores, também se comiam os coelhos bravos, as lebres e as perdizes .
Alguns homens, quando vinham de férias iam até à ribeira onde apanhavam trutas e enguias.
No tempo das castanhas faziam-se os magustos e punham-se a secar algumas que se iam comendo durante o ano (castanhas piladas).

- As Castanhas -

Na altura da festa, os portossilvadenses tinham então comida melhorada.
Matava-se a melhor cabra ou ovelha para se fazer a chanfana e o arroz de fressura. Faziam-se também alguns doces tradicionais : a tigelada, o arroz doce, os coscoréis e o pão leve.

- Os Coscoréis -

VESTUÁRIO

A população da nossa terra tinha poucas posses e o vestuário era pobre, pouco variado e muitas vezes remendado.
Só ao Domingo ou em dias de festa se vestia uma roupa melhor.


-Fato de Trabalho -


AS MULHERES

As mulheres normalmente vestiam saia, blusa, avental e andavam descalças ou usavam tamancos ou chinelos. Na cabeça punham um lenço e quando o frio apertava usavam um xaile de lã grossa.
Por vezes, enquanto trabalhavam protegiam as roupas, já gastas pelo uso, com um capuz feito de saca dobrada ao meio.
Em dias festivos, tiravam o lenço e exibiam orgulhosas os cabelos bem penteados apanhados numa trança ou num carrapito encimado por uma travessa. Nos pés, algumas usavam sapatos.
Se iam à Missa, punham um véu na cabeça.
As viúvas passavam a usar roupa preta (luto) até falecerem.

OS HOMENS
Os homens usavam calças, camisa e alguns punham um colete sobre a camisa. Na cabeça usavam uma boina ou um boné. Nos pés usavam tamancos ou botas com brochas para não escorregarem nos caminhos íngremes e pedregosos. No Inverno era costume usarem ceroulas e camisolas interiores grossas que os ajudavam a suportar o frio. Os homens também usavam capuz para proteger a roupa de trabalho. Em dias festivos, substituíam a boina por um chapéu preto.

CRIANÇAS
Após o nascimento meninos e meninos vestiam de igual forma. Um vestido servia para os dois sexos. Mais tarde, os rapazes usavam uns calções ou calças com alças ou peitilho, camisa e sapatos. As raparigas usavam vestidos e nos pés usavam sapatos, sandálias ou chinelas. Era vulgar usarem um laço na cabeça. Tanto uns como os outros, usavam os fatos até estarem tão apertados que não se pudessem alargar mais, sendo remendados sempre que algum se rasgava.
FATO DE CASAMENTO
Antigamente, o fato de casamento não divergia muito do fato de domingo. Apenas se comprava uma roupa nova.
Há alguns anos atrás, passou a ser como o que é usado no resto do país.


- Noivos de antigamente -

MIGRAÇÕES



As condições de subsistência em Porto Silvado eram duras e penosas, o que levou alguns dos seus habitantes a procurar uma vida melhor noutros locais. Uns influenciaram os outros e, aos poucos, os homens migraram na sua maioria para Lisboa. Primeiro partiram os homens, deixando na aldeia as mulheres e os filhos. Estes amanhavam as terras enquanto os homens tentavam, longe da sua terra, encontrar um modo de vida que lhes permitisse olhar com mais desafogo os dias de velhice. Mais tarde, partiram também algumas mulheres com os filhos. Em Lisboa viviam em quartos ou partes de casa alugadas, que partilhavam com uma ou mais famílias. Grande parte trabalhava no porto de Lisboa mas alguns aventuraram-se e tiveram o seu próprio negócio em pastelarias, táxis, ....
O local onde se podia encontrar a maior colónia de portossilvadenses era num bairro junto à estação dos Caminhos de Ferro.


- Trabalhadores na Muralha ( Porto de Lisboa) -


Era normal encontrarem-se nas tabernas, onde conversavam, jogavam às cartas e bebiam uns copos.

De vez em quando apareciam alguns tocadores de concertinas, violas e guitarras e, da Calçada dos Cesteiros fazia-se uma tocadeira que, em dias de feira da Ladra, a percorriam tocando e cantando as músicas da sua terra. De vez em quando, iam até à terra ajudar as mulheres nos trabalhos agrí­colas. Arranjavam um cesto com a bucha, um garrafão de vinho, a mala com a pouca roupa que tinham, pegavam na viola ou na concertina e lá iam apanhar o combio a Santa Apolónia.

Para afastar a ansiedade do reencontro com as famí­lias, tocavam e cantavam.

Outras vezes bebiam um copo de vinho e comiam um pedaço de presunto ou chouriço da bucha.


- A Caminho da Terra -


Em Coimbra apanhavam a camioneta que os conduzia até Pomares onde as famílias os esperavam para transportarem os carregos que traziam. Faziam-no a pé e carregavam a bagagem à cabeça, enquanto iam contando as novidades uns aos outros.

Após a fundação da Comissão de Melhoramentos, organizaram-se várias festas em Lisboa (na Sociedade 1º de Dezembro, Casa da Comarca de Arganil, Mirantense) onde os portossilvadenses se encontravam, confraternizavam e colaboravam em leilões de alguns produtos vindos de Porto Silvado para serem leiloados e que se destinavam a arranjar dinheiro para custear as obras mais necessárias na povoação.




26 Março 2006

COSTUMES E TRADIÇÕES


Ao longo dos tempos os costumes e tradições da nossa aldeia foram caindo em desuso e alguns deles extinguiram-se completamente.
Aos Domingos era obrigatória a deslocação ao Vale de Maceira e mais tarde ao Sobral Magro, para assistir à Missa. Aproveitava-se também para fazer algumas compras pois só durante muito pouco tempo, houve um estabelecimento a funcionar em Porto Silvado.

No Domingo de Ramos, era também obrigatório ir benzer o Ramo que no dia de Santa Cruz (3 de Maio), era distribuído pelas fazendas e palheiras para as proteger durante todo o ano. Era um dos Domingos em que as pessoas não podiam faltar à Missa.
Pela Páscoa as casas eram limpas e enfeitadas para receber a visita do Senhor na Visita Pascal. O padre e os mordomos trazendo consigo a Cruz, lanternas e a caldeira da Água Benta entravam em todas asa casas cujas portas estavam abertas.
Após uma pequena reza, a cruz era dada a beijar a todos os membros da família e eram distribuídas pequenas amêndoas pelas crianças de cada casa.
O dono da casa para além da esmola para Nosso Senhor oferecia aos participantes do cortejo pascal, vinho e comida.
Actualmente, embora a tradição da Visita Pascal se mantenha, faz-se sem a presença do padre, que é substituído por um leigo.
Pelo S. João deitava-se o gato ao pinheiro, fazia-se e saltava-se a fogueira.
No dia 16 de Julho realizava-se a festa em honra da sua padroeira - Nª. Sra. do Carmo.
- Nª. Sra. do Carmo, padroeira de Porto Silvado -
Como este dia, a maior parte das vezes, coincide com um dia de semana, a festa passou a realizar-se noutras datas. No entanto, nesse dia é sempre rezada uma Missa.

Os tempos livres dos habitantes da nossa povoação era passado de diversas formas. Os homens jogavam o chinquilho; os rapazes jogavam o pião ou com uma bola feita de trapos; as raparigas brincavam com bonecas feitas de restos de tecidos e as mulheres faziam rendas ou dobavam tiras de tecido velho para fazer mantas fitas.
Muitas vezes, juntavam-se nalgum local e cantavam e dançavam cantigas de roda. Outras vezes dançavam ao som da flaita, do harmónio ou da concertina.

De vez em quando, juntavam-se-lhes rapazes de outras terras que apareciam com os seus instrumentos e faziam grandes tocadeiras.

- Grupo do Sobral Magro que veio à festa -


Eram também frequentes as arruadas. Os tocadores e cantadores da terra juntavam-se e andavam de adega em adega tocando e cantando ao desafio enquanto provavam o vinho e petiscavam umas tiras de bacalhau salgado, uma salada de atum ou sardinhas de conserva com cebola, ou umas fatias de presunto.

Chegado o Verão, os habitantes da nossa terra iam às festas das terras vizinhas. Nesses dias afinavam os seus instrumentos, juntavam-se e lá se deslocavam cantando e dançando. Alguns deles chegaram a arranjar casamento nessas terras onde iam às festas.

- Raparigas dançando -

Em Pomares, sede da Freguesia, havia também festas a que não se podia faltar: a festa do Santíssimo, onde as crianças iam fazer a primeira Comunhão, a festa de Nossa Senhora de Fátima e a festa Rouxinóis de Pomares. Nesses dias, ali se deslocavam os naturais de todas as terras da freguesia.


No Vale de Maceira realizava-se a festa mais desejada por todos. Era a Romagem.

Nesse dia, todos arranjavam uma boa merenda, vestiam o seu melhor fato e lá seguiam a caminho do Vale de Maceira, levando como sempre as concertinas, violas e guitarras.

Ali acorria gente vinda dos mais diversos locais do país.

Havia tendas onde se vendiam diversos produtos e barraquinhas de comes e bebes.

Por todo o lado se faziam bailaricos. Arranjvam-se namoricos.

Havia Missa e Procissão. Cumpriam-se promessas...

Na última 4ª Feira de cada mês ia-se à feira de Avô e enquanto ela se realizou, iam também à feira de Pomares .

Dias de animação eram também aqueles em que se realizava algum casamento.

Antigamente eram realizados em Pomares, mas mais tarde passaram a realizar-se na nossa capela.

O banquete era servido normalmente em casa da noiva. Começava na véspera do casamento e prolongava-se durante vários dias.

Os pais dos noivos matavam cabras, ovelhas, galinhas e coelhos que criavam e faziam os doces tradicionais da região.

- Banquete de um casamento em Porto Silvado -



Mas a saúde às vezes pregava partidas e os portossilvadenses recorriam a várias estratégias.

Recorriam a remédios caseiros. O chá de erva cidreira tratava problemas digestivos, o chá de tília era bom para os nervos, o chá de limão com mel e bagaço era remédio santo para as constipações,...

Para outros males recorriam a rezas que foram passando de geração em geração. Havia rezas para o mau olhado, para o cobrão, entorses, erguer a espinhela,...

Quando o caso era mais difícil recorriam ao barbeiro do Piódão, ou ao endireita.
Só em casos especiais recorriam ao Dr. Vasco de Avô, que montado na sua mula, lá ia tratar as maleitas, muitas vezes a troco duma galinha ou de um cabrito, porque em alguns casos não havia dinheiro para pagar a consulta.

Em caso de grande aflição, invocavam-se os poderes divinos. Faziam promessas; umas vezes aos Santos da terra, outras à Senhora Nossa Senhora das Necessidades ( Colcurinho), à Nossa Senhora das Preces (Vale de Maceira), à Nossa Senhora do Montalto (Arganil) ...

Essas promessas eram feitas umas vezes em géneros outras em romarias (três voltas dadas à capela) e, quando atendidas, eram cumpridas logo que pudessem.

Em último recurso, algumas pessoas recorriam mesmo à bruxa.


FESTA



DATA
A data da festa tem variado ao longo dos tempos.
Há cinquenta anos atrás realizava-se no dia 16 de Julho, dia da padroeira da povoação - Nª. Sra. do Carmo.
Este dia, a maior parte das vezes coincidia com um dia de semana, e não sendo feriado e, muitos portossilvadenses viam-se privadas de ir à festa devido aos seus afazeres profissionais.
Por essa razão, a festa foi transferida para o segundo Sábado de Setembro, prolongando-se também pelo Domingo.
Nos últimos anos , passou a realizar-se no primeiro fim de semana de Agosto.



O LOCAL
O local da festa também tem mudado e tem-se realizado em vários locais: na Eira de Cima, às Sortes e mais tarde, após a cobertura das Barrocas, no Largo que aí se formou.
- O Largo sobre a Barroca -
O PROGRAMA
A festa era programada de um ano para o outro. Era nomeado um mordomo, por ordem de casamento, que programava a festa do ano seguinte para que tudo decorresse da melhor forma. E ao longo de muitos anos tudo decorreu da mesma maneira.
Na semana que antecedia a festa, os homens enfeitavam o largo e algumas ruas, faziam a quermesse e o bufete; as mulheres enfeitavam a Capela.
Matavam-se cabras, ovelhas, galinhas ou coelhos e as mulheres temperavam as suas carnes. Na véspera deitavam o lume ao forno e faziam-se os pratos tradicionais da região. A carne fresca, a tigelada, os coscoréis, o arroz doce, o pão leve e outras especialidades da região enchiam as mesas de cada habitação no dia da festa, sempre com muita fartura, pois era costume aparecerem pessoas de outras aldeias que nunca ficavam sem comer uma refeição em casa de qualquer dos habitantes da nossa hospitaleira povoação.
Chegados os foguetes, lançava-se uma descarga anunciando a festa.
- Fogueteiros -

O Programa também tem variado ao longo dos tempos.
No dia da festa, logo de manhã cedo, toda a povoação despertava ao som da Alvorada de foguetes e morteiros.
Aos poucos, todos se arranjavam, vestiam o seu melhor fato e seguiam para a capela para assistirem à Missa, no fim da qual se fazia o leilão ofertas para Nª. Sra. do Carmo.
Logo após o leilão seguia-se o jantar (actual almoço).
Após a grande refeição do dia, seguiam para o local onde se realizava a parte pagã da festa.
Aos poucos, os forasteiros iam chegando. Alguns traziam os seus instrumentos musicais e juntavam-se aos tocadores da terra e faziam grandes arraiais.
No intervalo do baile iam ao bufete, onde saciavam a sede ou iam à quermesse tirar uma rifa.
Ao longo do dia, os fogueteiros lançavam para o ar grandes descargas de foguetes.
À noite vinha a ceia e, novamente, a mesa era repleta de manjares que em muitas casas só se comiam nesse dia.
Seguia-se de novo o baile com músicas típicas da região. Ao som das concertinas, violas e guitarras, tendo como iluminação a luz das candeias, lanternas ou candeeiros a petróleo , os pares rodopiavam até de manhãzinha e o baile só terminava porque tinham que seguir logo para o mato, mesmo sem dormir, para dar início a outro dia de trabalho.

- O Baile -


Ao longo dos tempos, o programa da festa sofreu algumas modificações e do lado tradicional já pouco existe.
O ciclo estabelecido para nomeação de mordomos foi interrompido, por várias promessas feitas por portossilvadenses que , em alguns anos , se propuseram a organizar os festejos.

Em 1992, formou-se um grupo de jovens que passou a dinamizar a festa e outros eventos para unir mais os portossilvadenses ao longo do ano.
Foram feitos vários passeios, jantares/convívio, noite de fados, venda de artesanato feito por naturais da terra, exposições de fotografias,...

No entanto, o grupo a extinguir-se mais tarde e actualmente, é a Direcção da Comissão de Melhoramentos que tem tido a seu cargo a realização dos festejos.


- Peças de Artesanato -


A partir de determinada altura, a festa passou a contar com a ajuda duma aparelhagem sonora que chegava na véspera da festa.
Funcionava com energia produzida por um gerador que alimentava também a iluminação do largo e da rua principal. Era a única altura em que a povoação tinha luz eléctrica.


O programa da festa foi-se tornando mais extenso e variado . A festa passou a realizar-se de Sexta Feira a Domingo começando com uma arruada/peditório de ofertas para leiloar no dia seguinte.

À noite, passou a realizar-se a Procissão das Velas e, em alguns anos de maior poder económico, havia baile abrilhantado por um Conjunto(o que já não acontece na actualidade).
No Sábado de manhã continuou a realizar-se a parte religiosa da festa, mas há alguns anos atrás começou a fazer-se uma Procissão pela rua principal da povoação e por essa razão passaram a enfeitar-se também os andores dos Santos; as crianças vestiam os fatos da Cruzada e o mordomo usava uma opa.

- Crianças vestidas com capa da Cruzada -



Nas janelas das casas eram colocadas as melhores colchas que cada habitante possuía e enquanto passava a Procissão papelinhos feitos das cartas recebidas ao longo do ano, ou pétalas de flores eram lançados das janelas sobre os andores e participantes da Procissão.
A Filarmónica de Pomares abrilhantava a parte religiosa e a tarde da festa.

Mais tarde, a tarde passou a ser ocupada com provas desportivas (corridas, gincanas,...)

- Participantes na Gincana -


A aparelhagem e os tocadores da terra deram lugar aos conjuntos que passaram a animar os bailes.
No Domingo de manhã, passou a realizar-se um jogo de futebol em Pomares e de tarde realizavam-se mais provas desportivas: sueca, chinquilho,...

- Equipa de futebol em Pomares -

À noite a última refeição passou a ser confeccionada e servida no Largo sob a forma de piquenique.
As mulheres e raparigas descascavam e coziam as batatas e faziam caldo verde enquanto os homens acendiam as brasas e assavam sardinhas que depois eram comidas em grande confraternização.
Acabado o piquenique, o Conjunto animava mais uma vez a parte final da festa e distribuíam-se os prémios correspondentes às provas desportivas realizadas.
Actualmente, o piquenique efectua-se logo a seguir ao jogo de futebol que já se realiza no ringue da povoação.

Após o piquenique termina a festa, mas a animação e convívio continuam até ao final das férias..

- Grupo participando no piquenique (Noite) -

25 Março 2006

COMISSÃO DE MELHORAMENTOS



Durante muitos anos, os habitantes desta povoação viveram bastante isolados da civilização. Situada a aproximadamente 7 Km da sede de freguesia, Pomares, a única via de comunicação que existia era um caminho de bois onde se deslocavam a pé, carregando à cabeça tudo o que precisavam, para depois poderem apanhar a carreira, que os conduziria ao seu destino.
Estavam ligados aos familiares, que se encontravam longe, apenas por este meio ou pelo correio.
Todos os dias, uma mulher ou um homem faziam o trajecto entre Pomares e o Piódão, transportando a correspondência dos habitantes das povoações por onde passavam, como acontecia com o Porto Silvado.
A povoação possuía uma capelinha, onde o pároco de Pomares vinha esporadicamente celebrar Missa. Aos Domingos iam à Missa ao Sobral e aproveitavam para fazer as suas compras nas lojas ali existentes, pois era a povoação mais próxima onde o podiam fazer.
Não havia escola e algumas crianças aprendiam a ler com alguém que na terra o soubesse fazer. Quando na vizinha povoação de Sobral Magro foi construída uma Escola, as crianças passaram a deslocar-se àquela povoação para aí fazerem a 4ª classe.

Como uma vida tão difícil, os naturais desta região começaram a sentir necessidade de melhorar as suas condições de vida.

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia não tinham capacidade financeira para custear as obras necessárias ao desenvolvimento de cada povoação. Por essa razão, em muitas povoações as pessoas organizaram-se e formaram Ligas e Comissões de Melhoramentos.
A 5 de Fevereiro de 1952, um grupo de portossilvadenses e amigos fundaram a Comissão de Melhoramentos de Porto Silvado. A partir daí, iniciou-se uma luta conjunta de toda a povoação para conseguirem uma vida melhor na sua aldeia.

Algumas das obras foram:

Estradas, Chafariz, Cobertura de Barrocas, Lavadouro, Escola, Largos, Electricidade, Casa de Convívio, Cabine Telefónica, Esgotos, Palco, Represa, Ringue Desportivo,...

- A Fonte e a Escola -

Algumas destas obras foram totalmente custeadas pelos habitantes da povoação, outras contaram com a ajuda da Autarquia e outras ainda com a ajuda dos Serviços Florestais e Conselho Directivo dos Compartes de Porto Silvado.

- A Casa de Convívio e a Arrecadação -

TURISMO


- Vista panorâmica de Porto Silvado -




Porto Silvado é uma aldeia pequenina, mas que pode oferecer a quem a visita, para além de maravilhosas paisagens , momentos em que o turista poderá beneficiar da calma, ar puro e águas frescas da região em que está inserida, esquecendo o rebuliço das zonas urbanas e tendo como fundo apenas o chilrear dos passarinhos .
Existe na povoação uma pequena represa onde, no Verão, pode dar uns mergulhos e refrescar-se do calor que se faz sentir.

- A Represa e o moinho -

Junto à represa existe um dos moinhos onde antigamente era moído o milho.

Existe também na povoação um forno comunitário onde pode ver algumas peças que eram usadas antigamente no fabrico do pão.

No adro da capela há um miradouro, de onde se pode apreciar uma das belas paisagens da serra do Açor, avistando-se também algumas das povoações vizinhas.
Próximo de Porto Silvado, pode o turista visitar outros locais de grande beleza, tanto do concelho de Arganil, como do de Oliveira do Hospital, que começa logo a seguir à povoação a caminho da Gramaça.

Alguns são:


- A Capelinha de Nª. Sra. das Necessidades;

- O Piódão;

- A Mata da Margaraça;

- A Fraga da Pena;


- O Santuário de Nª. Sra. das Preces;

- O Parque envolvente ao Santuário e respectivas capelinhas;


- A vila, igreja e ruínas de castelo de Avô;

- A Igreja de Pomares;


- O Parque de Campismo e Piscina Fluvial;...